Política

Capitão Alden reage após Moraes votar pela condenação de Bolsonaro: "Reino de Xandaquistão"

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Deputado federal reage ao voto de Alexandre de Moraes, que condena Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado  |   Bnews - Divulgação Henrique Brinco / BNews
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 09/09/2025, às 16h55 - Atualizado às 16h56



O deputado federal Capitão Alden (PL) reagiu após o voto do ministro Alexandre de Moraes, nesta terça-feira (9), pela condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de Golpe de Estado. Para o parlamentar baiano, o magistrado "extrapola sua função e parte para acusações política".

"Acabamos de ouvir o voto do ministro Alexandre de Moraes no julgamento do presidente Jair Bolsonaro. Mais uma vez, Moraes extrapola sua função e parte para acusações políticas. Ele afirma que Bolsonaro teria chefiado uma suposta organização criminosa de 2021 até 8 de janeiro de 2023. Como pode alguém estar planejando um 'gópi' ainda estando na presidência? Antes mesmo de saber o resultado e os desdobramentos de uma eleição?! Uma narrativa construída para transformar adversários políticos em criminosos", declarou, ao BNews. 

"O ministro fala em ‘divisão de tarefas’, ‘hierarquia’ e até em ‘tentativa de golpe’, mas a verdade é que não existe nenhuma prova concreta contra Bolsonaro. O que existe é um processo marcado por perseguição, cerceamento de defesa e um objetivo claro: eliminar o maior líder popular da direita brasileira", emendou Alden..

Para o bolsonarista, existe ainda um "ponto mais absurdo". "No reino de Xandaquistão, pedir voto impresso auditável virou demonstração criminosa de má-fé. O que é, no mundo democrático, um direito legítimo de exigir transparência nas eleições, aqui é tratado como crime. Moraes repete números de condenações e acordos, mas todos sabem que grande parte dessas decisões se deu sob pressão, com prisões arbitrárias, multas abusivas e negociações forçadas. Isso não é Justiça, é vingança política", acusou. 

"Quando um ministro do Supremo afirma que já não se discute mais se houve golpe, mas apenas a autoria, ele mostra que o resultado está decidido antes mesmo do julgamento. Isso não é devido processo legal. É um teatro para criminalizar quem pensa diferente. O Brasil está diante de um julgamento que ficará marcado na história: não como um ato de Justiça, mas como um ato de perseguição política contra Jair Bolsonaro e milhões de brasileiros que acreditam na liberdade", finalizou o Capitão Alden.

Moraes é o relator do processo. A expectativa é que o julgamento seja finalizado até a sexta-feira (12), com o voto dos outros quatro ministros da Primeira Turma da Suprema Corte.

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