Política
por com informações da repórter Carolina Papa
Publicado em 10/12/2025, às 16h07
O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz, reforçou, nesta quarta-feira (10), a importância do debate amplo e transparente sobre projetos de grande impacto para a cidade. Durante entrevista à imprensa, Muniz falou sobre a necessidade de envolver a população, empresários e outros setores da sociedade nos processos decisórios, destacando a relevância das audiências públicas para ouvir os diversos atores sociais, como já ocorre em áreas como a Barra.
Segundo Muniz, o papel da Câmara é promover um ambiente de diálogo, buscando sempre soluções que atendam a todos.
“Eu falo com os vereadores e peço que realizem audiências públicas, ouvindo não apenas a população, mas também empresários e pessoas que participam do cotidiano da cidade. Esse diálogo é essencial para chegarmos a um acordo e apresentar soluções que beneficiem todos”, afirmou.
O presidente também abordou as controvérsias recentes envolvendo o Projeto de Lei nº 422/2025, que autoriza a desapropriação de imóveis urbanos por meio de leilões. O projeto, que foi enviado pelo prefeito Bruno Reis (União), permite à Prefeitura desapropriar imóveis de interesse público para fins de renovação urbana ou regularização fundiária. Essa medida tem gerado debates acalorados na Câmara, especialmente após críticas de vereadores da base e da oposição.
Muniz se referiu especificamente à discussão sobre emendas ao projeto, que foram inicialmente acordadas, mas depois geraram impasse. Durante a sessão, o vereador Alexandre Aleluia (PL) criticou a secretária da Fazenda, Giovanna Victer, alegando que a secretária teria recuado em relação a um acordo prévio sobre emendas, o que, segundo Aleluia, quebrou a confiança no processo político.
Em resposta às tensões internas, Muniz garantiu que a Câmara continuará a assegurar a votação das emendas propostas pelos vereadores. “Se a emenda chegar para ser votada, nós iremos colocá-la em discussão. Tenho certeza de que o vereador tem razão no que está falando, e a emenda será respeitada”, declarou o presidente.
O debate sobre a desapropriação de imóveis e as emendas ao projeto têm gerado divisões entre os vereadores e a gestão do prefeito Bruno Reis, especialmente sobre os impactos de medidas como essa para os proprietários de imóveis e para a população em geral. A crítica de Aleluia à secretária da Fazenda refletiu o clima de desconfiança e insatisfação com a falta de compromissos formais e a informalidade de algumas negociações políticas.
Em sua fala, Aleluia destacou a importância da confiança no processo político e criticou a falta de registros formais nas reuniões com os secretários. O vereador também anunciou que, após o ocorrido, não participará mais de encontros informais, preferindo que todas as discussões sejam feitas dentro das comissões e com a devida formalidade.
Por sua vez, Carlos Muniz reafirmou que a Câmara seguirá com seu papel de mediadora do processo, mantendo a transparência e ouvindo todas as partes envolvidas antes de tomar decisões sobre projetos que impactam diretamente a vida dos soteropolitanos.
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