Política

Caso de bolsonarista que falou em cortar cabeça de Lula ganha novo desdobramento

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Bolsonarista foi alvo de uma queixa do Ministério Público  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais

Publicado em 19/01/2024, às 16h09   Cadastrado por Edvaldo Sales



O caso de um empresário bolsonarista de Santa Catarina que gravou um vídeo de si próprio empunhando um facão e dizendo que a peça, inscrita com o nome de Jair Bolsonaro e uma imagem do ex-presidente, destinava-se a “cortar a cabeça do Lula” chegou às mãos de Alexandre de Moraes nesta semana. 

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Em novembro de 2022, quando as imagens circularam nas redes sociais, Gilberto Sandri foi alvo de uma queixa do Ministério Público catarinense, que a Justiça estadual remeteu à Justiça Federal em Santa Catarina.

De acordo com a coluna de Guilherme Amado, do Metrópoles, o Ministério Público Federal em Santa Catarina apontou que o caso de Sandri pode envolver delitos de ameaça e crime contra o Estado Democrático de Direito e lembrou que no Supremo Tribunal Federal (STF) tramitam inquéritos para investigar a atuação de milícias digitais bolsonaristas e as responsabilidades quanto ao 8 de Janeiro. Para o crime de ameaça ser processado, deve haver representação da pessoa alvo do delito.

Assim, a Procuradoria pediu que os autos fossem encaminhados ao STF, no que foi atendida pela Justiça Federal em dezembro. O processo foi autuado no Supremo nesta quinta-feira (18) e remetido ao gabinete de Moraes, relator das investigações.

Depois da repercussão do vídeo, o empresário bolsonarista se disse arrependido. Gilberto Sandri negou, em um novo vídeo divulgado à época, ter intenção de ferir alguém e classificou suas declarações contra Lula com o facão em punho como “brincadeira de mau gosto”.

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