Política

Cassação de Hamilton Assis é estimulada para emplacar nome ligado ao PT na Câmara; entenda

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Vereador foi notificado pelo Conselho de Ética da Casa por suposta quebra de decoro parlamentar  |   Bnews - Divulgação Joilson César/BNews
Carolina Papa

por Carolina Papa

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 12/08/2025, às 19h53



A possível cassação do mandato do vereador Hamilton Assis (PSOL) está dando o que falar na Câmara Municipal de Salvador (CMS). Assunto frequente abordado pela imprensa nos corredores da Casa, as articulações contra o edil têm partido de uma área muito mais próxima dele do que se imagina. 

Informações apuradas pelo BNews dão conta que a invasão ao Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador em 22 de maio foi vista como uma oportunidade para a interrupção do mandato de Hamilton, o que poderia abrir as portas para a chegada de um novo nome à casa legislativa: Humberto Neto. 

Candidato a vereador em 2024 pelo Rede Sustentabilidade (REDE), Humberto Neto, que atua como chefe de gabinete da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), chefiada por José Trindade, computou 6.365 votos, ocupando a vaga de primeiro suplente na federação PSOL-REDE, aprovada em 2022 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na época, o nome do apadrinhado de Zé Trindade como candidato à Câmara não foi bem recebido, sob o argumento de diferenças ideológicas com o grupo. 

Nos bastidores é informado que há uma pressão para que a base governista adote um tom mais "incisivo" sobre a cassação de Hamilton, mas que a pauta não é a prioridade dos aliados do prefeito Bruno Reis (União Brasil). 

A abertura da representação contra o vereador na Câmara foi feita por um cidadão civil, identificado como Pedro Ivo Rodrigues Cortes. O homem justifica que a ação é movida devido a uma suposta quebra de decoro parlamentar do psolista.

No documento enviado à Casa é apontado que Hamilton seria um dos responsáveis por articular as invasões de sindicalistas ao centro de cultura. 

Conselho de Ética 

Hamilton Assis foi notificado oficialmente pelo corregedor, Alexandre Aleluia, sobre a representação no início de agosto. O vereador tem se defendido da acusação, apontando que a articulação se trata de retaliações de opositores. 

Nesta segunda-feira (12), militantes do PSOL protagonizaram um protesto em frente à CMS contra o pedido de cassação do mandato do vereador. O ato contou ainda com a presença do novo presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Tássio Brito. 

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