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Vereador denuncia que ataques contra seu mandato têm componente racista: “O que estão fazendo tem nome”

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Hamilton Assis respondeu ao que chamou de “sucessivos ataques” de alguns vereadores da base do prefeito  |   Bnews - Divulgação Divulgação
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por Redação

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Publicado em 20/06/2025, às 19h16



O vereador Hamilton Assis (PSOL), respondeu ao que chamou de “sucessivos ataques” de alguns vereadores da base do prefeito Bruno Reis (União). Durante a sessão no Plenário da Câmara de Vereadores de Salvador nesta terça-feira (17), o edil apontou que o motivo de seu mandato ser alvo de hostilidade e ataques seja por racismo.

“Nessa Casa, em razão do meu apoio aos professores e professoras, além da minha posição contra um PL que destroçaram nosso Plano de carreira, foi levantada a possibilidade de eu ser um drogado, mentiroso, dentre outras ofensas. Um parlamentar chegou a afirmar que tinha medo de sentar ao meu lado. Sei que sou atacado pelo que represento. Também sei que a imputação de um estereótipo do homem negro violento é próprio do racismo. A professora baiana Meire Reis, em ‘A cor da notícia’, trata como esse modo contribui para legitimar a violência do Estado contra a população negra”, disse Assis.

Para Hamilton Assis as ofensas têm como objetivo disciplinar a sua atuação, calar sua voz, atuante na luta pela valorização dos servidores públicos, pela moralidade administrativa, contra a venda da cidade e em defesa do serviço público de qualidade.

O edil ainda lembra que é autor do pedido de CPI para investigar desvio de verbas da educação municipal, denunciado na Operação Overclean da Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU).

“Outros vereadores e vereadoras da oposição se opuseram ao PL 174, estiveram em assembleias que deliberaram sobre a greve e também acompanharam os desdobramentos da Ocupação da Câmara na delegacia. Porque o meu mandato? Por qual motivo eu sou alvo? Precisam responder”, questiona o vereador.

Hamilton Assis ainda ressalta que as ofensas proferidas a ele também foram estendidas a professores e professoras. “As professoras e os professores nesse espaço também foram desrespeitados, até a capacidade intelectual dos profissionais foi questionada. Não vamos aceitar esses ataques, não vão silenciar o nosso mandato que é socialista, popular e está ao lado dos interesses da população”, afirma o vereador que vem recebendo apoio de diversos setores da sociedade civil.

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