Política
por Daniel Serrano
Publicado em 23/11/2025, às 12h29 - Atualizado às 12h29
Às vésperas da prisão definitiva de Jair Bolsonaro decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, líderes do Centrão têm um plano ousado: tentar convencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a atuar para deixar o ex-presidente fora da cadeia. As informações são da revista Veja.
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De acordo com a publicação, lideranças do Centrão também tentam convencer o petista a conceder anistia àqueles que cometeram crimes de menor gravidade durante os atos golpistas do dia 8 de janeiro de 2023.
As articulações aconteceram na última semana, antes de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decretar a prisão preventiva de Bolsonaro.
Para caciques do Centrão, a decisão seria um gesto de pacificação e poderia trazer ganhos políticos para Lula. O pleito foi repassado a lideranças do PT para que chegue até o presidente.
A ideia de representantes do Centrão é que Lula deveria costurar um acordo com Alexandre de Moraes para deixar Bolsonaro solto, mas inelegível, mantendo o ex-presidente fora das eleições de 2026. Diante da sabida resistência do petismo em favorecer o ex-capitão, a medida, afirmam, traria ganhos eleitorais a Lula.
No cálculo de líderes do Centrão, Bolsonaro voltaria a fazer barulho nas redes e tenderia a lançar um nome de sua família, como o senador Flávio Bolsonaro ou a ex-primeira-dama Michelle, que seriam mais fáceis de ser superadas por Lula por conta da alta rejeição do senador e da ex-primeira-dama registradas nas pesquisas.
No entanto, o cenário mudaria caso Tarcísio de Freitas troque a reeleição ao governo de São Paulo pela candidatura ao Palácio do Planalto. Com isso, é alta a chance de ocorrer uma unificação do centro e da direita dar a vitória a Tarcísio num eventual segundo turno, o que não deve acontecer caso um Bolsonaro seja candidato.
Por outro lado, a avaliação de membros do PT é que Tarcísio não deve arriscar uma reeleição dada como certa para entrar na disputa pelo Palácio do Planalto.
Outro entrave para que Lula faça o gesto são as manifestações públicas do entorno do petista para que Bolsonaro cumpra a pena de 27 anos pela tentativa de golpe de Estado atrás das grades.
Com a dificuldade de um acordo prosperar e o projeto da anistia travado no Congresso, aliados de Bolsonaro devem insistir na proposta da dosimetria, antes rechaçada, para reduzir a pena de 27 anos e três meses de prisão imposta ao ex-presidente.
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