Política
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, um ofício em que desaprova a visita de um assessor especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na Papudinha, em Brasília. O chanceler vê risco de ingerência externa sobre assuntos do país.
O assessor do governo dos EUA, Darren Beattie, manifestou interesse de visitar Jair Bolsonaro e pediu autorização a Moraes. "A visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-Presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro", afirmou Mauro Vieira no ofício encaminhado a Moraes.
Nesta quinta-feira (12), Vieira havia determinado ao Itamaraty que enviasse informações sobre a agenda diplomática de Darren Beattie no Brasil; ele tem chegada prevista a Brasília na segunda-feira (16), quando segue para São Paulo e retorna aos EUA na quarta-feira (12).
O Itamaraty informou que a viagem do assessor de Trump foi comunicada por nota diplomática na terça-feira (10). "O visto de entrada foi concedido com base em pedido que indicava a participação do funcionário do Departamento de Estado em evento para promover as relações bilaterais e em reuniões oficiais", esclarece Vieira.
Mauro Vieira apontou que a Corte Internacional de Justiça reconheceu o princípio de não-intervenção, citando decisões de casos como da Nicarágua contra os Estados Unidos, em 1986, e da República Democrática do Congo contra Uganda, em 2005.
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