Política

PGR deu aval para STF autorizar ação contra jornalista acusado de perseguir ministro

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PGR entendeu que havia indicios de irregularidades na obtenção de informações  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 12/03/2026, às 17h02



Após Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra o jornalista Luis Pablo Almeida, o Metropóles revelou que a ação teve aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A ação determinada pelo STF determinou o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra celulares e notebooks do jornalista. Segundo afirmou a Suprema Corte em nota, a “investigação apura o crime de perseguição contra um Ministro”.

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A posição da PGR consta na determinação de Alexandre de Moraes que autorizou a ação contra o jornalista. Ainda na decisão, Moraes apontou reportagens que o jornalista teria feito onde alegou que familiares do ministro Flávio Dino estariam usando veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão para fins pessoais.

“Há fortes elementos que apontam sua atuação na obtenção ilícita de informações reservadas e sua atuação para efetivo monitoramento de veículo ligado ao eminente ministro Flávio Dino”, diz um trecho do parecer da PGR.

Moraes ainda leu parte da representação feita pela Polícia Federal, onde a corporação alegou que Luis Pablo já foi investigado uma outra vez por suposta extorsão. Conforme relatou à PF no documento apresentado a Moraes, o jornalista já teria cobrado uma quantia em dinheiro para não divulgar informações. 

“O grupo [ao qual Pablo supostamente pertencia] tem uma atuação variada. Já se comentava na cidade que eles tinham esse modo de vida e costumavam praticar extorsões a partir de publicações contra a imagem de pessoas. Percebemos uma predileção por grandes empresários e por pessoas politicamente expostas”, declarou.

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