Política

Ciro Gomes se defende de críticas após ataques à senadora aliada de Camilo:'Mulher entra na política e é imune?'

Agência Brasil
O pedetista chamou a senadora Janaína Farias (PT) de "assessora de assuntos de cama" do ministro Camilo Santana  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 27/05/2024, às 12h32



O ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) tratou de minimizar os ataques que fez contra a senadora Janaína Farias (PT). A petista é suplente de Camilo Santana, que se licenciou do cargo para assumir o Ministério da Educação do governo Lula .

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Em entrevista no mês passado, Ciro se referiu à Janaína como "assessora de assuntos de cama" de Santana, o que deu início a uma troca de farpas entre PT e PDT.

Em entrevista ao Globo, Ciro negou que o conteúdo misógino de sua fala e disse que os ataques não eram contra a senadora, mas sim ao ministro. 

“Ele (Camilo) nomeou a primeira suplente para uma dessas secretarias para dar passagem à segunda suplente (Janaína Farias). Faça quatro perguntas básicas a ela sobre geografia, economia, demografia do Ceará…Você vai ver. Se fosse um homem, seria a mesma coisa. Mas, por ser mulher, não pode”, disse Ciro.

“Eu disse isso depois, porque é exatamente o que ela é. Falei que ela era incompetente e despreparada. Nessa entrevista, eu disse que não se faz uma obra pública no Ceará sem cobrança de propina. Falei do patrimonialismo do Camilo Santana. Por isso, veio a derivação para o sexismo. Então, a mulher entra na política e é imune? Ela é, hoje, uma cortesã portando um mandato de senadora. Ela está lá por um capricho do Camilo Santana ou porque ele está sendo chantageado. Não estou falando dela. Estou falando do Camilo”, acrescentou.

Por conta da fala, Ciro Gomes entrou na mira do Ministério Público do Ceará, que investiga o pedetista por violência política de gênero contra a senadora. Segundo a denúncia do MP, Ciro violou, através de seu comentário, os princípios básicos de uma pessoa para “satisfazer a vontade de se impor de forma incontrastável ante a figura feminina e para colher dividendos políticos às custas de sua objetificação”. 

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