Política
O ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL) viajou, em novembro de 2025, para assistir à final da Libertadores, no Peru, em um avião cuja gestão é feita por uma empresa ligada a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As informações são do colunista Octavio Guedes, da GloboNews.
A empresa em questão é a Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços Ltda, que, segundo relatórios da Polícia Federal, faz parte da teia de corrupção de Vorcaro.
Segundo as investigações, o banqueiro teria participação na empresa via fundo de investimentos. Além disso, um dos sócios é Arthur Martins de Figueiredo, que foi alvo de uma operação da Polícia Federal em agosto de 2025. No celular dele, os investigadores encontraram mensagens que indicavam Vorcaro como o beneficiário final das manobras contábeis operadas por Arthur.
Além de Castro, estavam no avião, que seguia com destino ao Peru, a então primeira-dama, o advogado Willer Tomaz, o senador Weverton Rocha e outros oito passageiros. Claudio chegou a ser filmado durante a transmissão do jogo na torcida do Flamengo.
O RioPrevidência, autarquia do governo fluminense responsável por gerir e pagar aposentadorias e pensões de servidores públicos, investiu cerca de R$ 1 bilhão no banco de Vorcaro, em uma operação que foi de encontro a recomendações técnicas. O presidente que estava à frente da fundação à época dos investimentos, Deivis Marcon Antunes, está preso.
A Cedae, empresa de águas e esgotos do Rio de Janeiro, também aplicou cerca de R$ 200 milhões no Master, durante o governo Cláudio Castro. O ex-governador nega qualquer relação entre a viagem para o Peru e os aportes de recursos públicos no banco.
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