Política

Com debandada de ministros, secretários devem ocupar vagas deixadas no governo Lula em 2026

Diogo Zacarias / Ministério da Fazenda
Mais da metade dos ministros deve se candidatar nas eleições do próximo ano  |   Bnews - Divulgação Diogo Zacarias / Ministério da Fazenda
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 16/08/2025, às 12h19



O governo Lula (PT) deve passar por mudanças significativas no início do ano que vem. A expectaitiva é de que mais da metade dos 38 ministros deverá deixar o governo até o final de março para concorrer a diferentes cargos nas eleições de 2026.

A aposta dos batidores é que boa parte desatas vagas sejam ocupadas por secretários-executivos, como é o caso da duas principais pastas do Planalto. Com as saídas de Fernando Haddad e Rui Costa, Dario Durigan e Miriam Belchior deverão assumir a Fazenda e a Casa Civil, respectivamente, segundo o portal Uol.

As escolhas dos secretários vão da confiança à falta de nomes. Ministra do Planejamento de Dilma, Miriam é vista como um dos melhores quadros técnicos de todo o governo. Já Durigan, que veio do setor privado, caiu nas graças de Haddad e de Lula.

O prazo de descompatibilização é 31 de março. Pela lei, qualquer ocupante de cargo público tem de deixar a função se quiser tentar outra cadeira. Em caso de reeleição, como a de Lula, a saída não é necessária.

Para onde vão

Rui Costa deve deixar a Casa Civil para concorrer a uma vaga non Senado. Já o posto que será disputado por Fernando Haddad ainda não foi definido. Aliados dizem que ele está mais propenso a tentar uma das duas cadeiras no Senado em São Paulo, mas há petistas que defendem que ele tente a vaga de governador.

O vice-presidente e minsitro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Gerlado Alckmin (PSB), tem o nome cotado para as mesmas vagas do colega da Fazenda. O governo paulista é também o sonho antigo de outro ministro, Márcio França (PSB), do Empreendedorismo.

A maioria dos petistas deve tentar a Câmara. Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Anielle Franco (Igualdade Racial), Alexandre Padilha (Saúde), Luiz Marinho (Trabalho) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) saem pelo Paraná, pelo Rio de Janeiro e os três últimos por São Paulo, respectivamente.

Já Márcio Macêdo (PT), da Secretaria-Geral, deve se alçar ao Senado por Sergipe. Eleitos em 2022 para oito anos na Casa, Wellington Dias (PT) e Camilo Santana (PT) devem seguir no Desenvolvimento Social e na Educação. Sem filiação partidária e interesses eleitorais, José Múcio (Defesa) e Ricardo Lewandowski (Justiça) também devem ficar.

Ainda de acordo com a publicação, no centrão, todos desembarcam. As saídas tantas vezes anunciadas ou pedidas pelos partidos de centro-direita que têm maioria de oposição a Lula, como PP e União Brasil, devem ocorrer por causa da eleição.

Os deputados já eleitos devem tentar novo mandato: Silvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos, deve sair em Pernambuco; Celso Sabino (União), de Turismo, pelo Pará; e André Fufuca (PP), pelo Maranhão. Jader Filho (MDB), de Cidades, deverá tentar o primeiro mandato na Câmara pelo Pará, e André de Paula (PSD), da Pesca, quer voltar à Casa por Pernambuco.

Alexandre Silveira (PSD), de Minas e Energia, ainda não definiu. Aliados dizem que é provável que ele tente voltar ao Senado por Minas Gerais, onde foi derrotado em 2022 por Cleitinho Azevedo (Republicanos), mas não negam que ele sonha com o governo. O nome preferido de Lula, no entanto, é o do senador Rodrigo Pacheco (PSD), que tem resistido à ideia.

Senador eleito em 2022, Renan Filho (MDB) tentará voltar ao governo de Alagoas. Nome mais popular do estado, ele deve reassumir o cargo que ocupou por oito anos e ajudar na reeleição do pai, Renan Calheiros (MDB), no Senado.

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