Política

Coordenador evangélico de Moro elogia ministro da Educação, mas critica relação com pastores

Foto: Divulgação/Anajure

Em áudio, ministro Milton Ribeiro afirma priorizar repasses de verbas negociados por dois pastores que não têm cargo no MEC

Publicado em 23/03/2022, às 12h59    Foto: Divulgação/Anajure    Fábio Zanini/Folhapress

Coordenador da pré-candidatura de Sergio Moro (Podemos) junto aos evangélicos, Uziel Santana diz que o ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro, é uma pessoa pessoalmente idônea, mas que se colocou em situação “constrangedora” em razão da adesão ao governo de Jair Bolsonaro (PL).

“Conheço pessoalmente o pastor Milton. É um homem de bem, que nunca esteve envolvido em acusações de propina ou de fraude. Seria uma catástrofe pensar em algo assim da parte dele”, diz Santana, que é fundador e ex-presidente da Anajure (Associação Nacional dos Juristas Evangélicos).

Ao mesmo tempo, afirma Santana, a participação de Ribeiro no atual governo leva a situações como a criação de um “gabinete paralelo” no ministério, integrado por pastores que não fazem parte da estrutura formal da pasta. Estes líderes religiosos têm participado da distribuição de verbas para municípios.

“A adesão irrestrita ao bolsonarismo deixa o ministro numa situação constrangedora. Ele iniciou sua gestão fazendo um bom trabalho, mas a política do governo Bolsonaro não deixa que grandes ‘players’ possam jogar bem”, afirma.

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O imbróglio envolvendo os pastores mostra, segundo Santana, a necessidade de que as relações do poder público com igrejas se deem de forma institucional, e não informal.

“É isso que pregamos na carta de princípios aos evangélicos que a pré-campanha de Moro divulgou. Refutamos esse tipo de relacionamento de compadrio, de dar privilégios, do toma-lá-dá-cá. A relação tem de ocorrer com base no que diz a Constituição, uma parceria institucional”, afirma.

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