Política

Cotadas ao STF relatam frustração com escolha de Lula para vaga de Barroso

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Mônica de Melo e Lívia Sant'Anna Vaz refletem sobre escolha de Lula para o STF  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Arquivo Pessoal
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 18/10/2025, às 12h50 - Atualizado às 12h51



Mulheres cotadas para o Supremo Tribunal Federal (STF) para a vaga aberta em virtude da aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso demonstraram frustração com a possível escolha de mais um homem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os nomes favoritos para a vaga são os do advogado-geral da União, Jorge Messias, do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD) e do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas.

Entre as mulheres tem os nomes de Vera Lúcia Santana, ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Daniela Teixeira, ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Edilene Lobo, primeira mulher negra a se tornar ministra do TSE.

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"Nunca é o momento, nunca é a hora", disse ao portal Uol a advogada, defensora pública de São Paulo e vice-presidente da Associação das Mulheres de Carreira Jurídica, Mônica de Melo. Ela e outras candidatas criticam o critério político e a falta de diversidade na corte e defendem que a avaliação seja pela trajetória profissional.

Para nós, sempre aparece uma barreira. Antes, o argumento era que não tinham mulheres, agora que as listas mostram nomes competentes e qualificados, a questão que se coloca é de confiança e proximidade. É uma confraria. Para nós, a régua está sempre mais acima", afirmou Mônica.

Para a presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Silvia Souza, era o momento e a hora oportuna de colocar mais uma mulher na Corte. "Entristece e constrange o presidente Lula não cogitar nome de uma mulher", diz. "A questão racial é um elemento de reparação histórica", acrescentou Silvia.

Quando falamos de juízes e magistrados, todos eles julgam com base em sua própria experiência humana. Faz diferença ser mulher pelas vivências próprias que temos", avalia Rogéria Dotti, jurista e conselheira federal da OAB.

Um abaixo-assinado pedindo que o presidente escolha uma mulher reúne mais de 60 mil assinaturas. Para a professora de direito da PUC, Lívia Sant'Anna Vaz, também cotada para a vaga de Barroso, é importante uma escolha diversa para combater o déficit democrático no Poder Judiciário.

Defendemos que a Justiça tem que ter olhos desvendados. Uma mulher negra nesse lugar ajudaria a fazer com que todas as pessoas invisibilizadas fossem vistas", disse.

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