Política

Da direita à esquerda: Senadora ex-aliada de Bolsonaro confirma mudança para partido de esquerda e disputa em chapa Lulista

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A mudança de partido da senadora Soraya Thronicke marca uma nova estratégia política, visando a reeleição ao Senado em 2026  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Lucas Pacheco

por Lucas Pacheco

lucas.pacheco@bnews.com.br

Publicado em 21/02/2026, às 09h05



A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), ex-aliada de Jair Bolsonaro (PL) e eleita em 2018 na esteira do Bolsonarismo, pelo então PSL, partido pelo qual Bolsonaro foi eleito pela primeira vez, usando a expressão “a senadora do Bolsonaro”, confirmou, nesta sexta-feira (20),  que está de mudança para o PSB, partido do vice-presidente, Geraldo Alckmin.  Soraya pretende  disputar a reeleição ao Senado pelo seu estado, Mato Grosso do Sul, formando uma aliança com o deputado federal Vander Loubet (PT), presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, que ficará com a outra vaga de Senador.

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A definição em torno de Soraya foi consolidada após uma reunião em sua residência, em Campo Grande, que contou com a presença de  Loubet e do ex-deputado federal Fábio Trad, pré-candidato ao governo sul-mato-grossense pelo PT. 

Soraya já tinha participado de uma reunião com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), em Brasília, para discutir uma possível composição ao Senado com o PT. Entretanto, após a reunião, evitou declarar apoio público à candidatura de Fábio Trad ao governo estadual.

Em uma entrevista a uma rádio de Campo Grande, ela comentou o cenário político local e mencionou o governador Eduardo Riedel (PP) e o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), adversários do PT no pleito de outubro, o que indicou que não houve rompimento com os grupos ligados à direita. Isso aumentou a pressão para uma definição mais clara da senadora. 

Após o episódio, Vander Loubet disse que a iniciativa da articulação tinha partido da própria parlamentar.

"Acredito que ela está avaliando. Cabe somente a ela decidir o caminho que vai seguir", declarou.

O deputado também defendeu a cautela de Soraya e explicou que ainda não havia um compromisso formal. 

"Como ela ainda não firmou um compromisso conosco, é natural que, no momento, ela não queira fechar nenhuma porta", disse.

O presidente estadual do PT ressaltou ainda que uma das condições da composição foi o apoio ao presidente Lula. 

"Da nossa parte, o que conversamos com a Gleisi é que a parceria passa pela condição de apoiar a reeleição do presidente Lula e a eleição do Fábio Trad, condição que estamos colocando para todos que quiserem integrar a frente ampla que estamos montando", afirmou.

A expectativa agora é de que Soraya, Vander Loubet e Fábio Trad se reúnam nos próximos dias, em Brasília, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para formalizar a chapa majoritária da esquerda em Mato Grosso do Sul.

Após romper com o Bolsonarismo, Soraya Tronicke, chegou a disputar a Presidência da República, em 2022, contra o antigo aliado, pelo União Brasil. Naquele ano, ficou marcada por embates com o então candidato do PTB ao Planalto, Padre Kelmon, chegando a chamá-lo em um debate presidencial de "Padre de Festa Junina". 

Desde 2024, a senadora passou a integrar a base de apoio ao governo Lula no Congresso Nacional. 

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