Política
por Thiago Teixeira
Publicado em 17/11/2024, às 09h43 - Atualizado às 09h43
A declaração de Janja contra Elon Musk pode ter dado um “tiro no pé” na estratégia do governo brasileiro de estreitar os laços com Donald Trump. O xingamento da primeira dama irritou diplomatas brasileiros e pode ser o “marco zero” de um desgaste com o futuro chefe da Casa Branca, de acordo com o colunista do Uol, Jamil Chade.
Desde a vitória de Donald Trump, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) insistiu que iria manter uma posição pragmática e uma aproximação estava sendo ensaiada — inclusive, externada publicamente pelo próprio Lula ao parabenizar o norte-americano após sua vitória nas eleições.
A esperança do Palácio do Planalto e do Itamaraty era dialogar com Trump, por exemplo, sobre temas como a transição energética, como revelou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Porém, enquanto o discurso de Lula coloca como único critério o "respeito" com o Brasil, a declaração de Janja, na avaliação de diplomatas, vem na contramão pode gerar o "desmonte" dos esforços da chancelaria brasileira em estabelecer um diálogo com o governo norte americano — devido, principalmente, à relação de proximidade entre Musk e Trump.
Janja atacou justamente um dos homens considerados como chave na campanha do norte americano e que conta com um amplo apoio entre os aliados do presidente eleito.
Ainda de acordo com o colunista, para negociadores, outro problema é o fato de o próximo chefe da Casa Branca lidar com questões de política externa de forma "pessoal". Ou seja, uma ofensa ou um ataque é visto como uma postura de Estado e que precisa ser respondido.
Os diplomatas alertam que a declaração de Janja ainda ocorre num momento em que deputados e senadores bolsonaristas tentam criar uma narrativa nos EUA de que existe uma tentativa de silenciar a oposição, por meio da suspensão da plataforma X.
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