Política
Publicado em 11/01/2025, às 12h23 Rebeca Santos
A deputada estadual Índia Armelau (PL) é investigada por comandar um esquema de rachadinha em seu gabinete na Alerj. Ela também foi acusada de forçar seus funcionários no parlamento estadual a trabalhar para seu marido durante a campanha para vereador no Rio.
Segundo informações do portal G1, Fernando Paes Armelau (PL) disputou a eleição de 2024 e foi eleito, com mais de 14 mil votos. Dias antes de tomar posse, Fernando começou a ser investigado pelo Ministério Público Eleitoral.

O ex-chefe de gabinete de Índia, Leandro Araújo, revelou para reportagem da TV Globo que colegas foram obrigados a fazer campanha e a declarar doações para Fernando Armelau na Justiça Eleitoral. As doações não eram em dinheiro, mas em horas de trabalho, que também eram computadas como doação de campanha.
No total, 30 pessoas declararam à Justiça Eleitoral ter doado tempo para trabalhar na campanha de Fernando Armelau - 27 dessas pessoas foram nomeadas na Alerj, sendo 21 no gabinete de Índia Armelau.
A deputada começou a ser investigada pelo MP por suspeita de rachadinha. Segundo ex-funcionários, assessores eram obrigados a entregar entre mil e 400 e dois mil e 900 reais por mês para a deputada, referentes ao auxílio alimentação dos servidores.
Em nota, Índia Armelau negou as acusações. Ela disse que o mandato é íntegro e que medidas legais e cabíveis serão tomadas. Ela alega que está sofrendo ataques de pessoas que, supostamente, não aceitaram as demissões pelo que chamou de "desempenho insuficiente".
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