Política

Deputado diz que "gente da igreja" também foi morta durante operação contra o CV do Rio

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados/Arquivo
O deputado federal Otoni de Paula (MDB/RJ) disse que pelo menos 4 pessoas ligadas a igrejas foram mortas em operação no Rio  |   Bnews - Divulgação Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados/Arquivo
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 29/10/2025, às 23h18



O deputado e pastor Otoni de Paula (MDB/RJ), em discurso realizado nesta quarta-feira (29), na Câmara dos Deputados, destacou que, dentre os mortos durante a operação das forças de segurança do Rio de Janeiro contra integrantes do Comando Vermelho estão filhos de membros de igrejas e que, segundo o emedebista, não teriam ligação com o crime organizado.

"Só de gente de filho de gente da igreja, eu sei que morreram quatro ontem. Meninos que nunca portaram fuzis, mas estão sendo contados no pacote como se fossem bandidos. E sabe quem é que vai saber se são bandidos ou se não são? Nunca ninguém vai atrás. Você sabe por que? Porque preto, correndo em dia de operação na favela, é bandido. Preto com chinela Havaiana, sem camisa, pode ser trabalhador; correu é bandido", protestou o parlamentar.

Em outro trecho dos discurso postado nas redes sociais, o parlamentar fluminense criticou a politização e chamou a operação autorizada pelo governador Claudio Castro (PL/RJ) como um teatro para dar a falsa sensação de segurança à população.

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