Política
Os líderes da oposição na Câmara de Deputados, Zucco (PL-RS) e Paulo Bilynskyj (PL-SP), entraram com uma representação na Procuradoria Geral da União (PGR) e no Conselho de Ética da Câmara, contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Os bolsonaristas pedem que ela seja investigada por improbidade administrativa.
A parlamentar está sendo acusada de pagar dois maquiadores com verbas da Câmara, o que ela nega. Em nota, a deputada afirmou que ambos são contratados de seu gabinete e exercem funções de assessores parlamentares. Ela disse ainda que o trabalho de maquiador é feito para além do serviço institucional.
Ainda no documento enviado à PGR, os deputados justificaram que a eventual apuração é necessária para descobrir possíveis práticas de improbidade administrativa e danos ao erário, que possam ter sido cometidos pela deputada e seus servidores. O documento pede ainda “providências jurídicas cabíveis”, além do envio do caso para o Tribunal de Contas da União (TCU).
“A utilização de cargo público para prestação de serviços particulares — como maquiagem e produção de imagem pessoal — representa afronta direta à legalidade administrativa e à moralidade no trato da coisa pública”, destaca um trecho do documento.
Em postagem feita nos stories de seu Instagram, a deputada reagiu afirmando estar tranquila sobre as acusações e sem "peso na consciência". "Eu até acho graça. Isso não é uma ameaça, é a temporada de caça", escreveu ela.
"Não suportam ver uma mulher como eu vencer e ainda por cima enfrenter eles com tantar força. Não me intimidam", completou.
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