Política

Deputados estaduais pressionam STF para livrar Bolsonaro de medidas cautelares

Carolina Antunes/PR
Habeas corpus preventivo é protocolado antes da manifestação de Alexandre de Moraes sobre descumprimento de medidas por Bolsonaro.  |   Bnews - Divulgação Carolina Antunes/PR
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 24/07/2025, às 12h54 - Atualizado às 12h54



Nove deputados estaduais protocolaram na última quarta-feira (23) um habeas corpus preventivo em favor de Jair Bolsonaro (PL) ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente é réu no inquérito que apura sobre uma trama golpista. As informações são do jornal Folha de São Paulo. 

De acordo com a publicação, os parlamentares, de oito estados, querem evitar que Bolsonaro seja preso. O grupo ainda pede a suspensão das medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, como o uso da tornozeleira eletrônica.

“A imposição de medidas cautelares a Jair Bolsonaro é ilegal, desproporcional e destituída de justa causa. Bolsonaro sofre coação ilegal, já que sua liberdade está sendo restrita de forma indevida”, dizem os parlamentares.

Outro pedido feito pelos deputados é que Bolsonaro não seja julgado por ministro Alexandre de Moraes nem no STF. Essas duas as solicitações já haviam sido apresentadas pelas defesas dos réus e rejeitadas pela Corte.

O documento é assinado pelos deputados estaduais: João Catan (MS), Cristiano Caporezzo (MG), Bruno Engler (MG), Leandro Jesus (BA), Gilberto Moacir (MT), Luiz Alberto Alves (AL), Carmelo Neto (CE), Cabo Bebeto (AL) e André Luiz Vieira (RN).

Os bolsonaristas ainda defenderam a carta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que anuncia o tarifaço ao Brasil. Os parlamentares classificaram a medida como “essencialmente comercial”, sem “indicativo de represália política, interferência ideológica ou retaliação por críticas institucionais”. 

O pedido de habeas corpus preventivo foi protocolado horas antes de Alexandre de Moraes  se manifestar sobre o suposto descumprimento de medidas cautelares por parte de Bolsonaro. No documento divulgado nesta quinta-feira (24), o ministro diz que o ex-presidente cometeu uma "irregularidade isolada", não cabendo um decreto pedindo uma prisão preventiva contra ele. 

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