Política
por Rebeca Santos
Publicado em 11/11/2025, às 06h33
O deputado Guilherme Derrite (PP-SP), relator do PL Antifação, mudou o papel da Polícia Federal no combate ao crime organizado.
Em documento enviado ao G1, Derrite diz que, após ouvir "diversas sugestões de parlamentares, magistrados, membros do Ministério Público, advogados e agentes de segurança", resolveu incluir alterações no texto.
A principal mudança altera o papel da PF nas investigações, anulando o ponto mais polêmico da proposta original, que restringia a atuação do órgão.
"Após a apresentação do primeiro parecer, recebi diversas sugestões de parlamentares, magistrados, membros do Ministério Público, advogados e agentes de segurança, que conhecem as dificuldades e os problemas reais da segurança pública. Escutei-as atenciosamente, em nome da relevância da pauta, que é suprapartidária, e do processo democrático, que sempre defendi, razão pela qual disso, incorporo ao substitutivo as seguintes alterações", disse Derrite ao G1.
No novo texto, Derrite sugere "garantir que a Polícia Federal participe das investigações de organizações criminosas, paramilitares ou milícias civis".
Pela nova versão, a PF vai atuar "em caráter cooperativo com a polícia estadual, sempre que os fatos investigados envolverem matérias de sua competência constitucional ou legal".
De acordo com o relator, a alteração "promove a integração cooperativa interinstitucional que se espera em crimes desta complexidade".
A escolha de Guilherme Derrite (PP-SP) para relatar o projeto antifacção, foi mais um capítulo na relação tensa de Hugo Motta (Republicanos-PB) com a gestão petista e aumentou a desconfiança da esquerda em relação ao presidente da Câmara dos Deputados.
Motta vinha fazendo gestos a Lula. Participou de eventos do governo, ajudou na aprovação de projetos de interesse do Executivo e atuou na negociação com partidos do centrão, como PP e União Brasil.
De um lado, ele busca firmar uma base de apoio com a distribuição de cargos e emendas parlamentares. De outro, trabalha para que Lula apoie a candidatura de seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos), a uma vaga no Senado.
Apesar das aproximações, membros do governo e deputados da base de Lula dizem que Motta dá sinais contraditórios e falam em desconfiança sobre sua atuação.
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