Política
por Héber Araújo
Publicado em 01/12/2025, às 15h41
Responsável por conceder a liberdade ao empresário Daniel Vorcaro, suspeito de fraudes no esquema do Banco Master, a desembargadora Solange Salgado da Silva já foi investigada por gestão fraudulenta.
O caso aconteceu em 2010, quando a desembargadora foi investigada por sua administração a frente da Associação dos Juízes Federais da 1ª Região (Ajufer).
Na ocasião, foi instaurada uma auditoria interna, por determinação da corregedora nacional Eliana Calmon, que identificou 45 empréstimos simulados junto à Fundação Habitacional do Exército (FHE/Poupex). O valor dos empréstimos foi totalizado em R$ 6 milhões.
Os contratos foram assinados por quatro ex-presidentes da Ajufer, dentre os quais estava Solange Salgado. De acordo com relatórios da FHE, as operações iriam causar um prejuízo superior a R$ 20 milhões.
O relatório também apontou que foram usados dados cadastrais de magistrados, sem autorização, além de movimentações por contas de terceiros, depósitos relacionados a empresas e repasses considerados suspeitos. Em abril de 2011, quarenta juízes entraram com pedidos de investigação disciplinar, afirmando que seus nomes teriam sido usados de forma fraudulenta e irresponsável.
A investigação foi solicitada contra Solange e os demais presidentes da entidade que haviam classificado os pedidos como fraudulentos. Ela chegou a ser condenada com aplicação de pena de disponibilidade, mas que foi revogado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
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