Política
Vereadores da Câmara Municipal de Salvador (CMS) têm se preparado para disputar novos espaços nas eleições de 2026. Neste ano, é esperado que, dos 43 edis, dez concorram a vagas para a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e para a Câmara dos Deputados. O número pode crescer nos próximos meses a depender das costuras políticas de cada partido.
Até o momento, prevalecem as candidaturas a deputado federal. Nomes da base do governo do prefeito Bruno Reis (União Brasil) e da oposição têm se articulado para conseguir espaço em Brasília.
Movimentações feitas por alguns políticos para conquistar uma nova cadeira no Legislativo têm mexido com o cenário político baiano. É o caso de Duda Sanches (União Brasil), que travou uma batalha com Ditinho após a morte do pai, o deputado Alan Sanches (1968-2026).
Duda e Ditinho confirmaram as candidaturas à Câmara dos Deputados, expondo um racha na aliança política firmada entre o empresário e Alan Sanches. Desde então, o vereador tem se ausentado das sessões da CMS para se dedicar à pré-campanha política a deputado federal.
Outro entrave é a saída de Alexandre Aleluia do Partido Liberal (PL) para o Novo. O vereador afirmou que irá comunicar oficialmente o desejo de sair da legenda bolsonarista próximo ao fim da janela partidária, em 3 de abril. A sigla tem o seu pai, José Carlos Aleluia, como pré-candidato ao Governo da Bahia.
Jorge Araújo viu o sonho de chegar a Brasília mais cedo ruir com a permanência de João Leão (PP) no mandato. O ex-vice-governador da Bahia apresenta resistência em deixar a capital federal. Para acalmar os ânimos de aliados, o veterano anunciou que irá se aposentar da política após o término do mandato atual.
Veja quem deve ser candidato:
Alexandre Aleluia – deputado federal
Cezar Leite – deputado estadual
Duda Sanches – deputado federal
Felipe Santana – deputado estadual
Hamilton Assis – deputado federal
Jorge Araújo – deputado federal
Sandro Filho – deputado federal
Silvio Humberto – deputado federal
Uma das preocupações com a candidatura de vereadores é o funcionamento da casa legislativa. Há a preocupação que o empenho dos candidatos às suas campanhas possam atrasar debates importantes para a população soteropolitana.,
Em entrevista à imprensa, o presidente da CMS, Carlos Muniz (PSDB), apontou que há um planejamento no calendário da casa devido ao pleito, mas descartou impactos negativos no funcionamento do Legislativo municipal.
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