Política

"A direita radical esperava gerar um grande motim no país", pontua cientista político

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O cientista político Cláudio André de Souza foi o entrevistado desta terça-feira (2) no programa Se Liga Bocão  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Youtube
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 02/12/2025, às 20h47



O cientista político Claudio André de Souza, em participação no Se Liga Bocão desta terça-feira (2), considerou que a atuação política do que ele classificou como "direita radical" buscou provocar um "motim" no país ao promover, notadamente a partir da ação dos Estados Unidos do deputado federal Eduardo Bolsonaro, uma política externa com proposta de retaliação ao Brasil por meio do tarifaço das sanções a autoridades brasileiras como o ministro Alexandre de Moraes (STF).

"Essa foi uma pauta que jamais deveria ser partidarizada, levada para o palanque eleitoral. A gente está falando de empregos, a gente está falando da estrutura econômica do nosso país e na sua relação com as maiores potências do mundo. Então, o que a gente percebeu foi exatamente isso: o deputado Eduardo Bolsonaro foi para os Estados Unidos promover um processo de contraposição, de boicote ao Brasil, de boicote à sua democracia e uma atitude radical exatamente para gerar um modelo de mobilização social e política como eles esperavam", disse o cientista político.

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"A direita radical, a direita bolsonarista esperava gerar um grande motim no país. Primeiro, a favor da anistia, segundo, a favor do tarifaço de [Donald] Trump. Em seguida contra o STF, dentro de uma defesa mais em torno da ascensão dessa liderança bolsonarista, da figura de Eduardo como talvez o salvador da pátria, e eles viram exatamente um presidente muito experiente: Lula está acostumado há muito tempo a negociar no âmbito internacional, tem uma equipe muito forte, o nosso Itamaraty é um exemplo de política de diplomacia, e a gente percebeu exatamente o oposto, a gente percebeu que o governo trouxe esse debate para a arena da soberania e da necessidade de negociar, em nenhum momento se afastando das demandas do empresariado e de segmentos tão fundamentais da nossa economia", pontuou Claudio André de Souza.

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