Política

Direto de Brasília: 'Falei pro Haddad que é tiro no pé', diz presidente da CAE sobre imposto do pecado

Lara Curcino / BNews
Medida foi inserida na reforma tributária, cujo PL de regulamentação foi aprovado pela Câmara na semana passada  |   Bnews - Divulgação Lara Curcino / BNews


O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Vanderlan Cardoso (PSD-GO), afirmou nesta terça-feira (16) que conversou diretamente com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e disse a ele que incluir um imposto do pecado na reforma tributária é "um tiro no pé"

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O Imposto Seletivo recebeu o apelido por se tratar de um tributo extra a incidir em cima de produtos que foram considerados como prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. A medida está incluída na reforma tributária, cujo projeto de regulamentação foi aprovado na semana passada pela Câmara dos Deputados e agora segue para o Senado.

"Esse imposto do pecado é um tiro no pé e eu falei isso diretamente para o Haddad e para a equipe dele. É um tiro no pé, porque vai deixar a alternativa da sonegação muito tentadora. Lógico que é um erro. Você pode pegar o setor que majs sonega no Brasil, que é o de bebidas. O imposto é tão alto que eles chegam a falsificar cerveja. Se você tem um imposto alto, o contrabando aumenta. Se você tem um imposto justo, todo mundo contribui e aumenta a arrecadação do governo", disse o senador, em conversa com jornalistas.

Vanderlan ainda comentou sobre a decisão da CAE de criar um grupo de trabalho para a discussão do projeto de lei que regulamenta a reforma tributária, ao invés de submetê-lo a debate no próprio colegiado. Para ele, não haverá prejuízo na apreciação da matéria, que antes passará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). 

"O presidente [do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG)] já disse que a reforma aqui vai ser mais bem discutida. E o relator, o senador Eduardo Braga (MDB-AM), é bem articulado, tem uma capacidade muito grande de ouvir. O grupo de trabalho pode até ser um ambiente pra focar as atenções mais nessa pauta. E vamos fazer esse debate com mais tranquilidade, pra votar lá para o fim do ano o projeto", declarou.

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