Política

Direto de Brasília: Ministros do Brics preparam declaração conjunta para a COP 30

Humberto Sampaio / BNews
Encontro dos ministros do meio Ambiente dos países que compões o Brics (bloco econômico do Sul global) se reuniram no Palácio do Itamarati em Brasília  |   Bnews - Divulgação Humberto Sampaio / BNews


A Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, declarou nesta quinta (3), em coletiva de imprensa, que os ministros das áreas ambientais dos países que compões o Brics (Bloco Econômico do Sul Global), elaboraram uma declaração conjunta com as propostas e ações dos 22 membros do grupo para a COP 30.

Segundo ela, os ministros também concordaram em defender um financiamento mundial de U$1,3 trilhão para promover ações em defesa do meio ambiente e no combate ao aquecimento do planeta.

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Segundo ela, o Brics deve aprofundar três temas durante a COP-30, que acontece em novembro, em Belém: Desertificação e degradação de terras secas (o Cerrado Semiárido Nordestino entre e eles), Combate à poluição plástica e ingestão de resíduos, preservação e valorização de florestas. “Cada país é soberano para traçar sua trajetória, mas a gente deve fazer um mapa do caminho pra que a gente possa mudar, antes que nó sejamos mudados pelos eventos climáticos extremos que já estão acontecendo”, pontuou Marina.

Segundo ela, garantir o desmatamento zero e reduzir as emissões de carbono na atmosfera são ações fundamentais para impedir que a temperatura média do planeta ultrapasse 1,5ºCélsius até 2030. “Daí a necessidade de todos os países apresentarem suas NDCs (Contribuição Nacionalmente Determinadas), que são as metas de redução de carbono e do desmatamento que todos os países do planeta devem apresentar até setembro deste ano.

Marina lembrou que o Brasil, juntamente com o Emirados Árabes Unidos, são os únicos integrantes do Brics a apresentarem suas NDCs. “Aqui, a nossa meta é alcançar o desmatamento zero até 2030 e reduzir as emissões de carbono entre 59% e 67% até 2035.

Durante a coletiva, Marina comentou que a guerra tarifária iniciada por Trump e os crescentes gastos com defesa das nações mundiais podem afetar a capacidade de financiamento de ações que visem combater o desmatamento, a destruição de biomas e as causas do aquecimento global. “Isso certamente é uma preocupação. Principalmente para a gente que defende U$1,3 trilhão em investimentos públicos e privados até 2030 para ações que evitem o agravamento da crise climática”, declarou.

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