Meio Ambiente
Publicado em 03/04/2025, às 16h27 Maurício Viana
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, discursou nesta terça-feira (03) na abertura da 11ª Reunião de Ministros de Meio Ambiente do BRICS. Na ocasião, a ministra aproveitou para falar a respeito de convenções climáticas como o Acordo de Paris, além de também comentar sobre a COP-30, que será sediada no Brasil.
“A COP30 de Belém celebrará os dez anos do Acordo de Paris e encerrará uma sequência de quatro Conferências realizadas no Sul Global – três delas em países do BRICS. Assumimos essa dupla missão em um momento particularmente desafiador, marcado por tensões geopolíticas que colocam à prova os alicerces da ordem multilateral, já fragilizada e desigual”, afirma.
Marina também frisou que as questões políticas impactam diretamente com o clima e com a estrutura mundial.
“O avanço do unilateralismo e de discursos extremistas compromete a estabilidade global e aprofunda injustiças, afetando, sobretudo, as populações mais vulneráveis. Essa instabilidade se agrava ainda mais no contexto de emergência climática em que estamos vivendo. Batemos recordes sucessivos de temperatura, o ano passado foi o mais quente da história, superando pela primeira vez o limite crítico de 1,5°C”, explica.
“Nesse contexto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem reiterado o papel estratégico do BRICS como espaço de diálogo e construção coletiva de soluções. Nossa capacidade de cooperação e diplomacia são mais necessários do que nunca. Sob o lema ‘Avançando na Cooperação Ambiental entre os BRICS rumo ao Desenvolvimento Sustentável e a uma Transição Justa para Todos’, o Brasil reafirma seu compromisso com o multilateralismo e a cooperação entre países do Sul Global”, reitera.
“Esse compromisso ganha relevância diante da ampliação do BRICS. Esta é a primeira reunião com os novos membros: Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Ao lado de Rússia, Índia, China e África do Sul, devemos intensificar nossa colaboração frente à mudança do clima, perda da biodiversidade, desertificação e poluição, criando propriedade para combatermos, com mais eficiência, a pobreza e as desigualdades”, garante.
A ministra também reafirmou a importância do BRICS para o mundo, afirmando que há grande influência das nações para o mundo.
“Nas próximas décadas, a força de nossas economias nos tornará ainda mais influentes. Hoje, representamos cerca de metade da população mundial e 39% do PIB global. A pior consequência de não mudarmos de forma planejada a realidade que nos ameaça é de sermos abruptamente mudados por ela”, declara.
“O Brasil fez sua lição de casa e apresentou em Baku a meta de diminuir até 2035 entre 59% e 67% as emissões de gases de efeito estufa, em comparação com o ano de 2005. Por isso, é fundamental avançarmos, ao mesmo tempo, em ações concretas que ampliem o financiamento climático — dos US$ 300 bilhões prometidos para, no mínimo, US$ 1,3 trilhão anuais [...] A adaptação precisa ganhar centralidade, garantindo acesso a recursos e tecnologias que permitam enfrentar os impactos, já sentidos e crescentes, da crise climática”, completa.
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