Política

Drogas, armas e “bazucas” antidrones: TH Joias vira réu por esquema ligado ao Comando Vermelho

Foto: Assembleia Legislativa do Rio de Janeira/Divulgação
Ex-deputado é acusado pelo MPF de integrar organização criminosa que teria atuado na Alerj e negociado drogas, armas e equipamentos antidrones  |   Bnews - Divulgação Foto: Assembleia Legislativa do Rio de Janeira/Divulgação

Publicado em 15/09/2026, às 08h07 - Atualizado às 10h08   Gustavo Leal



O MPF (Ministério Público Federal) denunciou o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, por envolvimento em um esquema de corrupção, tráfico de drogas e contrabando ligado ao Comando Vermelho. A denúncia foi recebida nesta quinta-feira (10) pelo TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), por unanimidade.

Além do ex-deputado, o TRF-2 também recebeu as denúncias contra Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como “Índio”; Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o “Dudu”; Alessandro Pitombeira Carracena; e Gustavo Sttel.

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CRIMES ATRIBUÍDOS AOS ENVOLVIDOS

De acordo com o MPF, TH Joias liderava uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho que teria atuado dentro da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e em estruturas do governo estadual.

Segundo a denúncia, assessores negociavam munições de uso restrito, intermediavam a venda de drogas e utilizavam o gabinete parlamentar para acomodar indicações da facção. O documento também aponta que o grupo de TH Joias teria feito negócios com outras duas facções: Amigos dos Amigos (ADA) e Terceiro Comando Puro (TCP).

Thiego Raimundo de Oliveira Santos (“TH Joias”): organização criminosa majorada; tráfico de drogas (3 vezes); contrabando de equipamentos (11 vezes); corrupção ativa (13 vezes); comércio ilegal de armas de fogo e munições.

Gabriel Dias de Oliveira (“Índio”): organização criminosa majorada; tráfico internacional de armas de fogo (4 vezes); comércio ilegal de armas de fogo e munições (6 vezes); posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito (2 vezes); disparo de arma de fogo; tráfico de drogas (4 vezes); contrabando de equipamentos (11 vezes); corrupção ativa (13 vezes).

Luiz Eduardo Cunha Gonçalves (“Dudu”): organização criminosa majorada; tráfico internacional de armas de fogo; comércio ilegal de armas de fogo e munições (6 vezes); posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito; tráfico de drogas (4 vezes); contrabando de equipamentos (11 vezes); corrupção ativa (13 vezes).

Alessandro Pitombeira Carracena: organização criminosa majorada; corrupção passiva (7 vezes).

Gustavo Stteel: organização criminosa majorada; corrupção passiva (6 vezes).

DRONES

Segundo a denúncia do MPF, Thiego teria identificado uma oportunidade de negócio na venda de drones e equipamentos utilizados para interromper a transmissão de sinais e impedir voos não tripulados.

Entre os produtos adquiridos na China e posteriormente comercializados para criminosos estavam bazucas antidrones e detectores desse tipo de aeronave.

De acordo com a investigação, uma das bazucas antidrones foi adquirida no exterior por R$ 19,4 mil. Já um detector de drones teria custado R$ 21,5 mil.

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