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"É o mais lento e o mais caro do Brasil", diz Alden sobre o Judiciário da Bahia

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Capitão Alden participou, nesta quinta-feira (5), do evento “SOS Bahia” para debater sobre segurança pública no estado da Bahia  |   Bnews - Divulgação
Carolina Papa

por Carolina Papa

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 05/06/2025, às 20h47 - Atualizado às 20h48



O deputado federal Capitão Alden (PL) classificou o Poder Judiciário na Bahia como “frágil” ao comentar sobre as elucidações de crimes no estado. De acordo com o parlamentar, que é membro titular da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara, “Judiciário na Bahia é o mais caro e lento” do país, com mais de dez mil inquéritos policiais relacionados a homicídios não foram solucionados. 

“O poder judiciário é frágil. Nós temos hoje na Bahia mais de 10 mil inquéritos policiais relacionados a homicídios sem solução. A Bahia é o estado que menos elucida crimes no Brasil, apenas 14, 15% dos crimes são elucidados, especialmente relacionados a homicídios. Você tem uma polícia civil e judiciária aqui no nosso estado que tem um efetivo de 5.300 policiais para todo o estado da Bahia, [que possui] 417 municípios. Em 200 municípios, de 417, não existem delegados titulares. Em 100 municípios baianos sequer existe policial civil”, destacou o deputado.

“O poder judiciário na Bahia é o mais lento e o mais caro do Brasil. Hoje faltam aqui 350 juízes que deixam de ocupar essas vagas. Isso faz com que cada juiz baiano tenha uma média de 4 mil processos em cima da mesa. Nós levamos, em média, quatro anos para poder julgar um único processo. É um conjunto de fatores que permitem que as facções se sintam abrigadas aqui no Estado”, acrescentou. 

Capitão Alden participou, nesta quinta-feira (5), do evento “SOS Bahia” para debater sobre segurança pública no estado da Bahia. O parlamentar foi um dos palestrantes do evento junto com o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), e do ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) do Rio de Janeiro e autor do livro “Tropa de Elite”, Rodrigo Pimentel.

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