Política
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse neste sábado (6), em Salvador, que a aprovação de uma anistia para os participantes do atos de 8 de janeiro seria um sinal dado pelo Congresso Nacional de que seria normal tentar um golpe de Estado ou assassinar um presidente eleito em caso de revés eleitoral. Silva participou, na capital baiana, do Encontro Estaduol do PT de deu posse à nova direção estadual da sigla.
"Penso que o Congresso Nacional terá responsabilidade ao tratar esse tema. Nós não podemos normalizar aquilo que não pode ser normalizado. Não podemos dar o exemplo ao povo brasileiro que sempre que um individuo perder a eleição, pode organizar um golpe, pode organizar um assassinato dos vitoriosos. É um péssimo sinal que o Congresso Nacional daria à sociedade brasileira", disse o presidente do PT.
Edinho Silva complementou: "Nós tivemos uma tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023. O que agrava a tentativa de golpe: a organização de assassinato do presidente da República [Lula], do vice-presidente [Geraldo Alckmin] e do presidente do TSE [Alexandre de Moraes]. O Brasil não pode normalizar um fato como esse".
Eleição interna
Edinho Silva também minimizou críticas ao Processo de Eleição Direta (PED) realizado pelo partido e pelas divergências que surgem na sigla durante o processo. "O PED é um sucesso [...] nenhum partido no Brasil elege a sua direção no voto direto", disse o presidente do PT, ao pontuar quer mais de 547 mil filiados participam do processo.
"Claro que você tem problema. Em um partido que tem democracia interna, você tem problema de divergências, mas nós também temos a estrutura para resolver divergências e são divergências de um processo natural de disputa dos rumos e de novas direções", comentou Edinho Silva, afirmando ainda que, como qualquer processo eleitoral, o PED precisa ser aperfeiçoado.
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