Política
por Vitória Oliveira e Henrique Brinco
Publicado em 06/09/2025, às 17h33
O senador Jaques Wagner (PT) comentou o julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de estado, que foi iniciado na última semana no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o petista baiano, há provas "contundentes" para que o ex-presidente seja condenado.
"A maioria da sociedade concorda que ele é culpado. Pelo menos, a última pesquisa que vi aponta algo em torno de 56%. Os torcedores dele continuam defendendo-o. Agora, na minha opinião, não se trata de torcida. Trata-se de julgamento. Eu, por exemplo, não tenho torcida. Tenho um lado, que é o da democracia, do social e da prosperidade para o povo brasileiro, apoiando o presidente Lula", declarou, durante a posse de Tássio Brito como presidente do PT na Bahia neste sábado (6).
"Não é uma questão, repito, de torcida. Existem provas contundentes, avaliadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. Portanto, não há o que discutir. Acho que, quando há um julgamento, não existe torcida. A minha expectativa é que o julgamento seja feito dentro do que pressupõe a justiça: analisando as provas, garantindo amplo direito de defesa e, se a pessoa for condenada, que seja porque não conseguiu provar sua inocência", continuou o parlamentar.
Wagner também criticou o projeto que prevê a anistia aos golpistas envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023 em Brasília. "É óbvio que, na iminência do final do julgamento do ex-presidente e daqueles que são réus no processo da tentativa de golpe de 8 de janeiro, os torcedores do lado de lá ficam fazendo barulho. Eu, pessoalmente, acho que qualquer tipo de anistia seria uma afronta à democracia e um convite a outros golpes acontecerem", ressaltou.
"É preciso que as pessoas entendam que estamos em uma quadra mundial complicada. E, se nós, que somos defensores da democracia, não nos alinharmos independentemente de sermos progressistas ou conservadores, mas, fundamentalmente, democratas. Como foi feito no Brasil durante o movimento das Diretas Já, eu diria que temos que recriar as Diretas Já agora, em defesa da democracia. Se deixarmos as coisas acontecerem, podemos amargar depois um sistema extremamente complicado no Brasil", finalizou.
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