Política

Eduardo rouba votos de Michelle após tarifaço de Trump, diz pesquisa

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Daniel Serrano

por Daniel Serrano

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Publicado em 17/07/2025, às 09h37



A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (17) aponta para diferentes cenários para as eleições presidenciais de 2026. Além disso, o levantamento chama a atenção para o crescimento do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como o nome preferido de bolsonaristas para substituir Jair Bolsonaro, que está inelegível, na disputa pelo Palácio do Planalto em 2026. 

O crescimento de Eduardo acontece após a projeção que o deputado licenciado vem tendo desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aplicou um tarifaço de 50% sobre produtos do Brasil como retaliação a uma suposta perseguição do Judiciário brasileiro contra Bolsonaro.

De acordo com a pesquisa, 22% dos eleitores que se dizem bolsonaristas demonstraram uma preferência por Eduardo, o que representa um crescimento de 12 pontos percentuais em relação ao último levantamento, divulgado em junho.

Apesar do resultado expressivo, o deputado licenciado segue atrás de Michelle Bolsonaro na inclinação do eleitor de Bolsonaro. No entanto, a pesquisa mostra que Eduardo "roubou votos" da ex-primeira-dama, que caiu de 44% para 33% no mesmo período. 

Outro ponto animador para Eduardo é o fato dele já aparecer à frente de Tarcísio de Freitas (Republicanos) na preferência dos eleitores bolsonaristas. Na pesquisa, o governador de São Paulo aparece com 20%, contra 17% registrado no último levantamento. 

Eduardo Bolsonaro também registrou crescimento fora do eleitoral que se diz bolsonarista. Ele saltou de 4% para 8% em julho no eleitorado geral. Já Michelle caiu de 16% para 13% e Tarcísio variou de 17% para 15%.

O desempenho de Eduardo Bolsonaro na pesquisa contrasta com os outros nomes aliados do bolsonarismo, que tiveram um impacto negativo com o tarifaço de Trump contra o Brasil. 

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 120 municípios do país, entre os dias 10 a 14 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Classificação Indicativa: Livre

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