Política

"Ele vai ter que me prender para me calar", diz Malafaia ao acusar Alexandre de Moraes de perseguição

Reprodução/YouTube/Silas Malafaia/Arquivo
Pastor Silas Malafaia critica ministro do STF após ação penal por injúria contra o Alto Comando do Exército  |   Bnews - Divulgação Reprodução/YouTube/Silas Malafaia/Arquivo
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 19/08/2026, às 19h05



O pastor Silas Malafaia voltou a acusar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de perseguição política e religiosa após a Corte formalizar, na terça-feira (18), a abertura de ação penal contra ele pelo crime de injúria contra o Alto Comando do Exército. “É típico dele querer intimidar. Ele vai ter que me prender para me calar. Vai prender líder religioso? Vai ter que ter muita coragem”, afirmou Malafaia à coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, a partir de uma representação do comandante do Exército, general Tomás Paiva. O episódio ocorreu durante uma manifestação na Avenida Paulista, em abril de 2025, quando Malafaia criticou integrantes do Alto Comando da Força. “Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos”, declarou na ocasião.

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Ao analisar o caso, parte dos ministros afastou indícios de calúnia, crime caracterizado pela falsa imputação de um delito, mas considerou que as declarações poderiam configurar ofensa à honra, possibilitando o recebimento da acusação por injúria. Malafaia contesta a denúncia e sustenta que suas críticas foram dirigidas genericamente aos integrantes do Alto Comando, sem menção direta a Tomás Paiva. “O PGR apresenta a denúncia como se eu tivesse citado o comandante. E isso é uma inverdade”, disse.

O pastor também questionou a tramitação do processo no Supremo, argumentando que não possui foro por prerrogativa de função. “Em vez de me mandar para a primeira instância, me manda para o Supremo. Por quê? Se eu não tenho foro privilegiado”, afirmou.

Malafaia ainda contestou a vinculação do episódio ao chamado inquérito das fake news e reiterou a acusação de perseguição. Segundo ele, as declarações foram feitas publicamente durante uma manifestação e não teriam relação com disseminação de informações falsas. “O que tem a ver com fake news? Era uma manifestação em ato público. O jogo [deles] é me incriminar. É perseguição política e religiosa”, declarou.

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