Política

Ele voltou! Após Valdemar, PF identifica Eduardo Cunha em novo caso envolvendo emendas

Agência Brasil
Eduardo Cunha é apontado como ordenador de verbas federais, mesmo fora da Câmara, em um esquema que envolve o orçamento secreto.  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 11/07/2026, às 10h42



Investigações da Polícia Federal (PF) mostram que o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, não foi o único político sem mandato a usar emendas parlamentares para atender aos próprios interesses. As informações são da coluna da jornalista Daniela Lima, no portal Uol. 

De acordo com a publicação, a Polícia Federal suspeita que a prática se disseminou ao longo dos últimos oito anos na Câmara dos Deputados. Além de Valdemar, o ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG) também seria um ordenador do envio de diversas verbas, via emenda parlamentar, mesmo sem mandato.

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Os investigadores identificaram menções a verbas que teriam sido distribuídas a diferentes bases eleitorais a pedido do ex-presidente da Câmara. Cunha aparece em planilhas que estão sob apuração na execução do chamado orçamento secreto. O ex-parlamentar é apontado como o verdadeiro ordenador de diversas verbas federais. 

A prática é idêntica à que fez o ministro do STF, Flávio Dino, travar R$ 119 milhões em bens de Valdemar Costa Neto por crime de peculato. Por lei, apenas deputados e senadores no exercício do mandato podem carimbar o destino desses recursos.

Procurado, Cunha admitiu que indicava as verbas mesmo sem estar na Câmara. O ex-parlamentar justificou que os recursos foram distribuídos em dois estados: Rio de Janeiro, sua base histórica, e Minas Gerais, onde montou uma rede de rádios, fincou base na igreja evangélica e pretende lançar candidato.

Para conseguir liberar o dinheiro, Cunha revelou que, quando os recursos iam para o Rio de Janeiro, o veículo usado era a sua própria filha, que é deputada federal. Já quando o dinheiro ia para Minas Gerais, a indicação era feita por meio da liderança do seu partido.

Cunha ainda rebateu a interpretação da PF e classificou como "exagerada" a possibilidade de enquadramento criminal. Segundo o ex-deputado, todas as indicações ocorreram dentro dos mecanismos partidários permitidos. 

"Eu pedi através do partido, onde coube ao líder assumir como indicação dele, até porque ele era de Minas. Se for do Rio, as emendas são assinadas por minha filha", afirmou.

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