Política

ELEIÇÃO 2026: Bruno Reis prevê derrota do grupo governista e cita "erro" histórico

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Carolina Papa e Daniel Serrano

por Carolina Papa e Daniel Serrano

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 06/01/2026, às 15h55 - Atualizado às 16h03



O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), participou da cerimônia de posse da nova Mesa Diretora do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), realizada nesta terça-feira (6). Na oportunidade, o chefe do Executivo soteropolitano comentou sobre as articulações do seu grupo político para as eleições deste ano.

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Em entrevista coletiva, Bruno Reis revelou que a estratégia de seu grupo é aguardar até o último momento para definir quem estará ao lado de ACM Neto (União Brasil) para enfrentar a chapa governista nas urnas.

“O momento das definições vai chegar. A nossa estratégia é guardar a definição de como vai se comportar a chapa governista, como vai se comportar o cenário nacional. Esse é um problema que não nos cabe resolver”, disse Bruno Reis.

“Vamos aguardar até para ver ao final, após a definição, seja do cenário nacional, seja do contexto local, ver quais são os melhores nomes disponíveis para, junto com ACM Neto, disputar a eleição.  O que eu tenho dito a todos do grupo é que nós precisamos ir para a disputa com os melhores que tenham disponibilidade para o enfrentamento, e peço que todos tenham essa compreensão. Afinal de contas, nós vamos enfrentar uma máquina estadual, uma máquina federal, e temos que ir para esta disputa com os melhores que possam entrar em campo”, emendou.

O grupo governista avalia lançar uma chapa com os três últimos governadores da Bahia. O atual, Jerônimo Rodrigues (PT), tentaria a reeleição, enquanto Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) disputam as duas cadeiras da Bahia no Senado.

Apesar disso, Bruno Reis vê chances de a oposição sair vitoriosa na disputa eleitoral deste ano. Para o prefeito de Salvador, o grupo governista repete “erro” do ex-senador Antônio Carlos Magalhães, que, em 2006, formou uma chapa com César Borges e Paulo Souto e acabou perdendo a eleição.

“Eu me lembro muito bem, o povo cansou, ACM, César Borges e Paulo Souto, e eles estão caminhando aí, como eu indico, para cometer os mesmos erros. As histórias se repetem. Em 86 a Bahia teve uma grande mudança, em 2006 outra grande mudança e agora em 2026. Então, de 20 em 20 anos, pode ser que eles, pelo fato de estar pegando três governadores, porque todos foram governadores, seja pior, até porque ali está o somatório dos problemas que os três são responsáveis”, avaliou. 

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