Política
por Héber Araújo
Publicado em 02/07/2026, às 18h48
O senador Flávio Bolsonaro enviou uma carta ao governo dos Estados Unidos onde culpou membros do governo do presidente Lula pelas fraudes do Banco Master. No documento, enviado ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o pré-candidato a presidente do Brasil ainda omitiu que ele próprio já pediu dinheiro a Daniel Vorcaro.
Conforme o material enviado por Flávio aos americanos, o senador afirmou que o caso se trata da “maior fraude bancária da história do Brasil” e que as investigações têm revelado uma proximidade do banqueiro dono do Master com a estrutura do governo federal. Na carta o presidenciável omitiu qualquer citação a nomes da direita ligados ao bolsonarismo e apontou apenas os nomes de integrantes do governo Lula.
“O segundo é o escândalo do Banco Master, descrito como a maior fraude bancária na história do país, cuja investigação tem exposto uma teia de conexões entre o controlador do banco e o aparato governamental: o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, cujo escritório de advocacia foi contratado pelo banco pouco tempo após ele deixar o ministério; senador Jaques Wagner, o líder do governo no Senado, que teria recebido benefícios indevidos”, disse.
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“O próprio presidente [da República], que teria recebido o controlador do banco fora da agenda oficial e teria o aconselhado a não vender o banco’, declara o documento”, completou o documento.
Ao longo do texto, Flávio sequer menciona os pedidos de dinheiro a Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, como revelou o The Intercept Brasil. Além disso, o senador citou o envolvimento da esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci, cujo escritório foi contratado pelo Banco Master para uma consultoria.
“Esse mesmo escândalo chegou ao tribunal que agora conduz a perseguição da oposição: o escritório de advocacia fundado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, agora gerenciado pela sua esposa e filhos, teria sido contratado pelo controlador do banco por cerca de R$ 129 milhões, com um segundo parente de um ministro do STF também ligado ao esquema”, declarou Flávio.
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