Política

Holding de luxo ligada a Vorcaro é liquidada pela Justiça nas Ilhas Cayman

Divulgação
A Titan Capital, citada pela Polícia Federal, é alvo de investigações por transferências suspeitas de R$ 700 milhões.  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 09/08/2026, às 09h54 - Atualizado às 09h55



A Justiça das Ilhas Cayman determinou a liquidação definitiva da Titan Capital, holding ligada a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com a publicação, a decisão encerra as atividades da empresa e amplia o cerco sobre o patrimônio ligado ao grupo financeiro, alvo de investigações por suspeitas de lavagem de dinheiro.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Um edital publicado na sexta-feira (7) convocou credores a apresentarem créditos e demais pretensões contra a empresa. Os interessados deverão comprovar eventuais direitos sobre valores ou ativos da holding. A Suprema Corte das Ilhas Cayman nomeou três liquidantes da empresa de auditoria Grant Thornton Specialist Services para conduzir o processo. 

A Titan Capital foi citada pela Polícia Federal e pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) como parte de um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master. O Coaf identificou transferências de R$ 700 milhões entre janeiro e julho de 2025, por meio de cotas de fundos de investimento do banco destinadas à holding.

Com a liquidação, antigos diretores e proprietários perdem o acesso às contas e aos patrimônios da empresa. O processo também pode alcançar ativos mantidos em outros países, inclusive em paraísos fiscais, por meio de mecanismos de cooperação jurídica internacional.

Os bens da holding já haviam sido bloqueados pelo Banco Central no Brasil, em março. Um mês depois uma nova empresa com o nome Titan Capital foi criada no Reino Unido.

A holding ganhou notoriedade pela estrutura luxuosa mantida na região da Faria Lima, em São Paulo. A empresa ocupava os dois últimos andares de um edifício conhecido como “prédio da baleia”, em uma área de cerca de 4 mil metros quadrados, com elevador privativo até o heliponto.

A liquidação da Titan ocorre em meio ao avanço das investigações sobre o Banco Master. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição após identificar um rombo estimado em R$ 47,3 bilhões.

As investigações da Polícia Federal apontam suspeitas de irregularidades na estrutura financeira do banco, incluindo o uso de ativos com valores distorcidos e imóveis superfaturados para elevar artificialmente o patrimônio da instituição e captar recursos de investidores.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)
{# Os assets da galeria (unitegallery) sao injetados em bones/objects.py, somente quando o artigo tem galeria. #}