Política

Entenda o acordo entre Flávio Bolsonaro e Alcolumbre para derrubar nome de Messias ao STF

Jefferson Rudy/Agência Senado
Pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro teria sido decisivo na articulação junto aos senadores  |   Bnews - Divulgação Jefferson Rudy/Agência Senado
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 30/04/2026, às 07h56



O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil), foi considerado o maior vencedor da queda de braço com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante da derrota histórica do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Bastidores de Brasília dão conta de que ele teve o apoio crucial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do ministro Alexandre de Moraes. Segundo informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, a derrota de Messias aconteceu após uma articulação que mobilizou integrantes da tropa de choque bolsonarista.

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Com somente 34 votos favoráveis, sete a menos que os 41 exigidos pela Constituição, Messias acabou derrotado e teve seu nome rejeitado pelo plenário do Senado. Ao todo, 42 senadores votaram contra, placar que surpreendeu a base governista no Congresso. Antes de Messias, apenas o governo Floriano Peixoto havia tido indicações para o STF rejeitadas, cinco ao todo, em 1894.

Ainda de acordo com a colunista, Alcolumbre se empenhou pessoalmente junto às lideranças do Senado em prol da rejeição do nome. Um dos recados dados pelo presidente do Senado foi de que se os senadores perdessem a oportunidade de derrotar Messias, não adiantaria depois pedir para que ele colocasse em pauta um dos 97 pedidos de impeachment de ministros do STF que ele mantém engavetados.

Alcolumbre e Flávio
Presidente do Senado e Flávio Bolsonaro alinharam acordo para enterrar indicação de Lula ao STF (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Gaspar relata que um dos alvos da pressão foi o presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), que anunciou publicamente apoio a Messias, mas foi cobrado a enquadrar a bancada de sete senadores a entregar o menor número possível de votos “sim”.

Já o papel de Flávio Bolsonaro envolveu acertos com grupos de senadores, além de ter feito conversas reservadas e reuniões fechadas com vários outros, especialmente os do Centrão.

De acordo com a colunista, o filho “zero um” do ex-presidente Jair Bolsonaro disse que uma eventual aprovação de Messias só iria politizar ainda mais o Supremo e classificou o chefe da AGU como um quadro ideológico do PT. Para Flávio, o candidato a ministro seria sempre subordinado aos interesses do presidente Lula, mesmo após a nomeação.

O foco de Flávio era garantir que ele mesmo pudesse indicar o próximo ministro do Supremo caso vença as eleições de outubro. A indicação mudaria o jogo de forças no tribunal e quem sabe até permitindo a revisão de sentenças e processos contra o bolsonarismo. Alinhado com esse discurso, aliados de Flávio, como Sergio Moro (PL-PR), aproveitaram suas falas na sabatina para dizer que o governo não deveria ter direito de indicar ministros em ano eleitoral.

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