Política
O comandante da Aeronáutica no governo Bolsonaro, Carlos Almeida Baptista Júnior, divulgou a carta que escreveu caso o golpe de Estado acontecesse no final de 2022.
Na escrita, divulgada no livro "Eu disse não! Uma trincheira antigolpista", que será lançado em setembro, o ex-comandante afirmou que vivia em uma “guerra psicólogica”, em que manter o equilíbrio era “uma das mais difíceis demonstrações de compromisso institucional que um militar poderia enfrentar”.
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“Um cenário alimentado por sucessivos desrespeitos às instituições, ações criminosas praticadas por grupos inconformados com o resultado eleitoral, inobservância dos limites de autoridade por agentes públicos e pela incapacidade de muitas lideranças de evitarem repetidos atos de insensatez - seja, por ação, seja por omissão”, escreveu.
Certamente, não excluo a possibilidade de eu próprio também ter contribuído, de alguma forma, para que chegássemos até aqui. Mas a proximidade do abismo já não nos concede o luxo de análises individuais mais profundas. Tampouco há espaço para bravatas, demonstrações de força, narrativas ideologicamente parciais, restrições arbitrárias de direitos ou abusos de autoridade. A hora exige responsabilidade, serenidade e ações corretivas de todos nós, para que não sejamos tragados juntos para o fundo do penhasco”, acrescentou.
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