Política

Ex-governador é investigado por suposto favorecimento ao Banco Master

Divulgação / Banco Master
A investigação ocorre sob sigilo e envolve a análise de um decreto que criou uma margem consignável exclusiva para servidores.  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Banco Master
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 24/06/2026, às 14h15 - Atualizado às 14h17



O Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu uma investigação contra o ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), por suspeitas de irregularidades e favorecimento ao Banco Master no credenciamento do programa de crédito consignado Credcesta, ofertado a servidores públicos estaduais em 2023.

A apuração tramita sob sigilo e foi aberta a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). As informações foram divulgadas pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

De acordo com a publicação, Mauro Mendes, que deixou o governo de Mato Grosso há três meses para disputar uma vaga no Senado, é investigado pela forma como o Credcesta foi habilitado a operar no estado. O procedimento de credenciamento do programa teria ocorrido em ritmo acelerado.

Em 5 de maio de 2023, um decreto assinado por Mendes criou uma margem consignável exclusiva de 10% para cartões de benefícios destinados a servidores e pensionistas. Três dias depois, em 8 de maio, o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, pediu o credenciamento para oferecer a modalidade.

O processo foi aberto pelo governo do Mato Grosso 24 horas após o pedido. Já no dia 12 de maio, pouco mais de meia hora após a apresentação de um documento complementar pelo Master, a gestão estadual emitiu parecer favorável ao credenciamento, autorizando a operação do Credcesta em Mato Grosso.

A portaria que oficializou o credenciamento do Banco Master foi publicada no Diário Oficial em 1º de junho de 2023, com validade até maio de 2028.

Mauro Mendes negou qualquer irregularidade e afirmou que os atos de sua gestão “seguiram a legalidade e demais princípios da administração pública”. Ele alegou ainda que, durante sua administração, outras 24 instituições financeiras foram credenciadas para operar no estado e ressaltou que, à época, “ao menos dez estados já haviam implementado” a modalidade de cartão de benefícios consignado.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)