Política

Ex-ministro de Bolsonaro, Paulo Guedes é investigado pela PF por crime contra o sistema financeiro

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Ex-ministro de Bolsonaro teria atuado na linha de frente da OnilX, suspeita de dar calote em investidores que aplicaram recursos sob promessa de rendimentos de até 2,8% ao mês  |   Bnews - Divulgação Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 29/10/2026, às 07h50



O ex-ministro da Economia no governo Bolsonaro, Paulo Guedes, é alvo de uma investigação da Polícia Federal por suspeita de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O empresário  Fábio Lino de Almeida, dono da OnilX, também é investigado. A informação foi divulgada pela coluna Tácio Lorran, do Metrópoles.

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De acordo com a reportagem, os dois aparecem como investigados em um inquérito aberto em fevereiro deste ano e que tramita sob sigilo na Justiça Federal do Paraná.

Ainda conforme o Metrópoles, Paulo Guedes teria atuado na linha de frente da OnilX, que tem supostamente praticado calote em dezenas de investidores que aportaram seus recursos em criptomoedas diante da promessa de rendimentos de até 2,8% ao mês.

O ex-ministro de Bolsonaro prestou consultoria para a empresa, participou de reuniões estratégicas, recebeu potenciais investidores em conversas privadas e teve a imagem utilizada em materiais de divulgação da empresa.

Ele chegou a aparecer em uma publicação feita pela própria OnilX ao lado de Fábio Lino e de executivos da Visa, em uma reunião que foi descrita como de “alta relevância estratégica”, com Paulo Guedes sendo apresentado como alguém que dava “suporte e visão” ao negócio.

Além disso, o ex-ministro participou de palestras para investidores e assessores da OnilX. Uma delas, com 500 pessoas na plateia, ele elogiou a empresa e afirmou que ela teria papel central no avanço do mundo digital.

Outro ponto que mostra a relação de Guedes com a empresa são os processos movidos por investidores.  Em um deles, aparece uma cobrança de R$ 876,5 mil feita por um casal que afirmou à Justiça que decidiu manter e aumentar os investimentos depois de participar de uma reunião com Guedes na sede da OnilX, em abril.

A OnilX chegou a enfrentar problemas regulatórios e judiciais. No mês de janeiro, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou a suspensão de ofertas públicas de serviços de intermediação de valores mobiliários pelo grupo.

Já em abril, o colegiado da autarquia manteve a determinação, porém, disse que ela não alcançava a simples intermediação de criptoativos, como Bitcoin, Ethereum e USDT, quando não houvesse promessa de rendimento ou contrato de investimento.

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