Política

Ex-presidente da Comissão de Anistia relata assédio moral e omissão de ministra de Lula

Luiz Santana/ALMG
Ministério dos Direitos Humanos nega conhecimento sobre as denúncias  |   Bnews - Divulgação Luiz Santana/ALMG
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 13/08/2025, às 07h50



A ex-presidente da Comissão de Anistia, professora Eneá de Stutz, relata ter sido vítima de assédio moral e afirma que a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, foi avisada. Depois de sete meses afastada da presidência do órgão, ela renunciou ao cargo de conselheira no último dia 2. O cargo não era remunerado. 

Segundo a coluna de Bernardo Mello Franco de O Globo, Stutz disse que a ministra, mesmo tendo conhecimento das denúncias, não tomou providências e não a recebeu mais após ouvir as queixas no mês de dezembro de 2024.

“Cansei de apanhar. Não me restou outra alternativa a não ser deixar a Comissão”, afirma. A Comissão é um órgão criado em 2002, no fim do governo Fernando Henrique Cardoso, para julgar pedidos de indenização a vítimas da ditadura militar.

O que diz o Ministério dos Direitos Humanos?

A pasta disse, em nota, que Evaristo "não tinha conhecimento das denúncias" e que ela “não interfere na atuação dos conselheiros”. Além disso, o Ministério disse que defende um “ambiente de trabalho ético, respeitoso e transparente”. 

Quanto às declarações da conselheira Eneá de Stutz, o ministério esclarece que não tinha conhecimento das denúncias. Caso sejam formalizadas, existem canais formais previstos para o relato e a apuração”, conclui o comunicado.

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