Política

Aliado do PT na Bahia, Pastor Isidório revela motivo de defender PL da Dosimetria

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Deputado federal votou favoravelmente a derrubada do veto do PL da Dosimetia ocorrido na quinta-feira (30)  |   Bnews - Divulgação Joilson César / BNews
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 01/05/2026, às 06h30



O deputado federal Pastor Isidório (Avante) foi um dos parlamentares baianos que votou a favor da derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o PL da dosimetria. O veto presidencial foi derrubado, nesta quinta-feira (30), pelo Congresso Nacional, após sessão conjunta entre Câmara de Deputados e Senado Federal.

De acordo com o deputado, seu apoio à proposta vetada por Lula busca defender os manifestantes que participaram da manifestação de 8 de janeiro de 2023 que, segundo ele, foram enganados pelos grandes.

“Eu não posso deixar meus colegas, policiais, mulheres, crentes, pastores evangélicos, pessoas que entraram em um movimento e que estavam pensando que estava defendendo o país e acabaram pegando 27 anos de prisão. Eu não tenho como fazer isso. Eu acho que as penas têm de ser proporcionais à autoridade”, disse o parlamentar.

Conforme Isidório, as penas mais severas deveriam ser aplicadas aos idealizadores dos movimentos golpistas e não a quem “está mais embaixo na pirâmide, que errou porque acho que era um movimento de socorrer a nação”.

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“Então, o meu povo evangélico, os meus colegas militares e outros, lamentavelmente não conseguem entender o que está acontecendo nesse momento. Mas eu não tenho a missão de condenar pessoas pequenas que não têm advogados. Os grandes têm uma bancada de advogados, mas os pequenos não tem nada. Os almirantes, o presidente Bolsonaro, os generais, os brigadeiros, eles têm bancada de advogados, mas os pequenos têm”, declarou.

O Projeto de Lei da Dosimetria vai promover uma redução nas penas dos condenados pelos atos golpistas não só dos “menores”, mas também de articuladores do movimento golpista, como é o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro e demais aliados condenados por tramar contra a democracia. Questionado sobre essa redução, o deputado afirmou que se tiver que soltar os “grandes” para libertar os “pequenos” ele o fará.

"Eu sou Legislativo, eu não sou juiz de direito, não sou coronel, não sou delegado. Eu sou um cidadão que eu tenho que olhar para os mais oprimidos. Eu solto a grande só para ver o pequenininho lascado solto", afirmou.

Isidório, que é um parlamentar da base governista, concluiu alegando não ter medo de sua posição afetar sua posição de proximidade ao governo, porque sabe que fez o que é certo. “Meu destino está nas mãos de Deus. Não sou deputado de direita, nem de esquerda. Eu sou político porque Deus quis”, finalizou.

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