Política
Caso seja eleito presidente da República o senador Flávio Bolsonaro pretende vender uma participação do Banco do Brasil ao Bank of America com o objetivo de fazer um ajuste fiscal e estreitar a relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As informações são do site Relatório Reservado.
Ainda segundo o site, Flávio e Eduardo Bolsonaro “vislumbram a oportunidade de uma operação capaz, a um só tempo, de oferecer o capital de estatais à iniciativa privada, contribuir, mesmo que indiretamente, para o ajuste das contas públicas e, de quebra, estreitar os laços econômicos com os Estados Unidos e as relações com Donald Trump”.
O site diz que a ideia seria o ingresso do BofA no capital do BB sem que a União necessariamente tivesse de abrir mão do controle. A ideia vem sendo conduzida no no âmbito da Secretaria do Tesouro norte-americano e na própria Casa Branca. Um dos obstáculos que teriam de ser superados é a própria estrutura societária do Banco do Brasil. A União detém 50% mais uma ação da instituição – o mínimo necessário para preservar o controle.
Ainda de acordo com a apuração do Relatório Reservado, a “mãe” da ideia é a coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, que, em setembro, durante evento do Grupo Esfera, confirmou a possibilidade de privatização do BB.
O site diz ainda que Guedes voltou ao tema, em maio de 2019, durante um evento em Dallas, nos EUA, no qual comparou a negociação entre o BB e BofA com a operação, posteriormente fracassada, de venda da Embraer para a Boeing.
“Já é algo comum nesta que os planos de um candidato sejam expostos não pela sua campanha, mas revelados na imprensa ou em ´sincericídios´ de integrantes da sua equipe. Dado o histórico privatista e entreguista da família Bolsonaro, assim como sua relação de subserviência com os EUA de Trump, não é nenhuma surpresa que pretendam entregar o Banco do Brasil, e não só ele, para o Bank of America e outras empresas estadunidenses. Os trabalhadores do BB, assim como todos os bancários, de bancos públicos e privados, e a classe trabalhadora como um todo, devem ficar atentos para que o seu voto não seja o passaporte para que acabem com nossos direitos, nossas empresas públicas, nossas riquezas e, por fim, com a nossa democracia e soberania nacional”, diz a presidente do Sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro.
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