Política

Flávio Bolsonaro pede investigação sobre encontro de Lula após prisão de Maduro

Ton Molina/Agência Senado - Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Senador pede que sejam ouvidos Lula, María Corina Machado e outros envolvidos na reunião convocada após a prisão de Maduro.  |   Bnews - Divulgação Ton Molina/Agência Senado - Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 11/06/2026, às 19h08 - Atualizado às 19h08



O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), encaminhou, nesta quinta-feira (11) um pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que autorize a Polícia Federal (PF) investigue uma reunião realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. As informações são do site Metrópoles. 

De acordo com a publicação, a defesa de Flávio quer que a PF obtenha informações sobre uma eventual reunião convocada por Lula após a prisão de Maduro pelos Estados Unidos, ocorrida em janeiro deste ano. 

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No documento enviado ao STF, os advogados do senador alegam que a invetigação é necessária para demonstrar que Flávio Bolsonaro não agiu com dolo ao publicar uma mensagem na rede social X (antigo Twitter). Na ocasião, o parlamentar compartilhou uma reportagem sobre a suposta reunião e disse que Lula seria “delatado”.

Flávio é investigado pela PF por ter compartilhado a reportagem em questão, que noticiava a realização de uma reunião convocada pelo governo brasileiro depois da prisão de Maduro.

Além de detalhes da reunião, o Flávio quer que Moraes determine que sejam coletados os depoimentos do presidente Lula, da líder opositora venezuelana María Corina Machado, do procurador norte-americano Walter Clayton III e do colaborador Euzenando Prazeres de Azevedo. 

O senador também solicitou que também sejam ouvidos o senador Sérgio Moro (União Brasil), o ex-procurador Deltan Dallagnol, os ex-marqueteiros João Santana e Mônica Moura e o ex-executivo da Odebrecht Hilberto Mascarenhas.

O pedido ainda não foi analisado por Moraes.

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