Política
Publicado em 10/05/2025, às 13h55 Rebeca Santos
O ex-deputado federal Deltan Dallagnol encaminhou um ofício à Procuradoria-Geral da República (PGR) requerendo a abertura de investigação contra o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, por suspeita de crimes de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
O pedido ocorre em meio à troca de comando no ministério, após a saída de Carlos Lupi (PDT), envolvido em escândalos de fraudes no INSS.
No documento, Dallagnol chama a atenção para a declaração de Queiroz à Justiça Eleitoral em 2022, quando o atual ministro informou possuir R$ 431 mil em espécie fora do sistema bancário. Na ocasião, Queiroz concorreu a um cargo eletivo pelo PDT, mas não foi eleito.
“Observe-se que o valor de R$ 400.000,00, num banco, renderiam quatro mil reais por mês ao titular. Isso seria plausível se ele fosse um bilionário – mas não é o caso, pois sua declaração de bens somou R$ 1,7 milhão em 2022. Ele poderia ser louco ou incompetente – nesse caso, não serviria para o cargo de ministro de Estado. Afora alguma excentricidade improvável, o que resta? Resta a possibilidade – ou probabilidade – da prática de crimes, que podem variar desde uma simples falsidade ideológica até lavagem de dinheiro”, afirma Deltan Dallagnol na petição.
O ofício solicita que uma série de questões sejam investigadas, incluindo a origem dos valores mantidos em espécie, a compatibilidade entre a renda e o montante declarado, além da possibilidade de operações financeiras suspeitas.
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