Política

Gilmar Mendes comenta prisão de Braga Netto; veja o que ele disse

Gustavo Moreno | STF
O militar foi preso por tentar interferir nas investigações sobre a tentativa de golpe de Estado  |   Bnews - Divulgação Gustavo Moreno | STF

Publicado em 29/12/2024, às 14h20   Cadastrado por Daniel Serrano



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, disse que a investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) sobre a tentativa de golpe de Estado apresenta “bastante concretude”. Em entrevista à coluna Paulo Cappelli, no site Metrópoles, o decano da Suprema Corte classificou a prisão do general Braga Netto é vista como um marco importante no caso.

“Estamos na fase em que a Procuradoria-Geral da República vai se debruçar sobre o trabalho investigatório da Polícia Federal. E vai oferecer denúncia em relação a determinados fatos ou não. A partir daí, virá a fase de defesa e depois a instrução. A investigação prossegue”, disse Gilmar Mendes.

“Veja que o próprio inquérito foi atrasado por conta dessas últimas investigações. Esses fatos últimos surgiram mais recentemente e levaram à prisão do general Braga Netto. Que é um fato grave. Ninguém decidiria pela prisão de um general 4 estrelas, com toda a sua representatividade, se não houvesse substância bastante grande em relação aos fatos que estão sendo imputados. É claro que nós estamos falando ainda de investigações abertas”, emendou.

Braga Netto foi preso preventivamente no dia 14 de dezembro, por determinação de Alexandre de Moraes. O militar é suspeito de ter atuado para atrapalhar as investigações.

“Vamos avaliar eventualmente a denúncia. Certamente será um elemento mais consistente feita pelo procurador-geral da República [Paulo Gonet]. E, depois, os desdobramentos. Mas um dado parece certo: a investigação é bastante consistente. Acha documentos impressos em impressoras do Palácio do Planalto, comunicações entre essas pessoas, envolvimento dessas pessoas. E todos tinham cargos públicos. Então tudo isto é bastante sério”, acrescentou o ministro.

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