Política

Gleisi chama nota do União Brasil de leviana e diz que ministros do partido têm direito de sair do governo

Gil Ferreira/SRI-PR
Partido deu prazo de 24 horas para os filiados da legenda desembarcarem do governo Lula  |   Bnews - Divulgação Gil Ferreira/SRI-PR
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 18/09/2025, às 19h27



A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, rebateu a nota do União Brasil que indicou que o Governo Federal estaria por trás das denúncias contra o presidente do partido, Antônio Rueda, suspeito de ser dono de aviões operados pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). 

“Repudio as acusações infundadas e levianas feitas em nota divulgada hoje pela direção do partido União Brasil”, publicou a ministra no X, antigo Twitter. 

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Gleisi ainda comentou a decisão do partido de exigir a saída de seus ministros do governo Lula (PT) em até 24 horas. Atualmente, a sigla tem três ministros na gestão petista — Celso Sabino (Turismo), Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Frederico de Siqueira (Comunicações).

“A direção do partido tem todo direito de decidir a saída de seus membros que exercem posições no governo federal. Aliás, não é a primeira vez que fazem isso. O que não pode é atribuir falsamente ao governo a responsabilidade por publicações que associam dirigente do partido a investigações sobre crimes. Isso não é verdade”, afirmou. 

O que disse o União Brasil

O União Brasil, por meio de sua Executiva Nacional e de suas Lideranças na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, manifestou em nota "irrestrita solidariedade" a Antonio Rueda diante do que chamou de "notícias infundadas, prematuras e superficiais que tentam atingir a honra e a imagem do nosso principal dirigente".

A decisão chega no dia em que saiu a informação de que a Polícia Federal (PF) está investigando Rueda por possível ligação com membros do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A investigação começou após a denúncia de um funcionário de uma empresa de táxi aéreo. Ele disse que aviões registrados em nome de terceiros, na verdade, pertencem a Rueda e teriam sido usados por integrantes da facção.

"Causa profunda estranheza que essas inverdades venham a público justamente poucos dias após a determinação oficial de afastamento de filiados do União Brasil de cargos ocupados no Governo Federal - movimento legítimo, democrático e amplamente debatido nas instâncias partidárias", informou a sigla, em nota.

Rueda se defende

Antônio Rueda, se manifestou sobre as acusações de envolvimento com a facção criminosa PCC. Em postagem nas redes sociais, feita nesta quinta-feira (18), o político afirmou se tratar de ataques políticos e difamatórios orquestrados por opositores

“Estou sendo alvo de ilações irresponsáveis e sem fundamento. Não há qualquer lastro fático. O que há, sim, é um pano de fundo político nestas leviandades, que estão sendo orquestradas, usando-se uma operação policial séria, para atacar adversários”, escreveu.

Rueda reafirmou seu compromisso com a verdade e com a transparência, ressaltando ainda que não vai aceitar esses ataques com “inegável pano de fundo disputas e revanchismos políticos”. 

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