Política
Antônio Rueda, presidente do União Brasil, teria aparecido nas investigações da operação Carbono Oculto, que investiga a infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) nos setores financeiro e de combustíveis.
A Polícia Federal (PF) investiga a informação de que Rueda seria dono oculto de jatos executivos, que estão formalmente em nome de terceiros e de fundos de investimento. As informações foram publicadas pelo portal Metrópoles.
As aeronaves são operadas pela empresa Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), a mesma que seria usada por dois dos principais investigados na Carbono Oculto: Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, dono da refinaria Copape.
Uma das aeronaves, o Cessna 560XL de matrícula PRLPG, está em nome de uma empresa ligada a um fundo de investimento chamado Bariloche Participações S.A. A aeronave está em nome de uma empresa chamada Magik Aviation, que tem o mesmo presidente do Bariloche.
Sediada no Itaim Bibi, em São Paulo (SP), o Bariloche pertence a dois empresários do ramo de mineração: Haroldo Augusto Filho e Valdoir Slapak.
Em novembro do ano passado, os dois foram alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal na Operação Sisamnes, que investiga a venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ambos são donos do grupo econômico Fource.
O Bariloche Participações tem aportes de capital de um outro fundo, chamado Viena, da gestora Genial — que foi alvo da Carbono Oculto. O Viena reúne as características de um chamado “fundo caixa-preta”, tipo de fundo usado com frequência para ocultar patrimônio.
Além do Cessna 560 XL, as outras aeronaves seriam um Cessna 525A; um Raytheon R390; e um Gulfstream G200. Nos registros da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), uma dessas aeronaves, o Raytheon, tem como um dos donos um dirigente partidário do Republicanos no Estado do Ceará.
A operação
A Carbono Oculto foi deflagrada em agosto deste ano pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), em parceria com a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal. A operação mirou cerca de mil postos de combustíveis, que movimentaram mais de R$ 50 bilhões entre os anos de 2020 e 2024.
Segundo os investigadores, o PCC tinha infiltrado todos os pontos da cadeia de combustíveis: desde a importação da matéria prima até a distribuição nos postos. A investigação também apurou o uso de fundos de investimentos e fintechs para “lavar” o dinheiro.
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