Política

Governo Lula vai enviar representante para audiência sobre tarifas dos EUA

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Audiência sobre tarifas vai escutar o senador Flávio Bolsonaro, que é contra a aplicação da sanção  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert / PR
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 06/07/2026, às 14h50



O governo do Brasil enviou uma representante para participar da audiência pública promovida pelo  Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). A reunião, marcada para ocorrer na terça-feira (7), visa a aplicação de uma tarifa adicional de 25% a produtos brasileiros.

Além da representante do governo, o senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL), também irá participar do encontro. A sessão é considerada a última etapa da investigação comercial do governo norte-americano, que deve tomar uma decisão definitiva sobre a aplicação de tarifas, que deve ocorrer em 15 de julho.

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O Itamaraty apontou que não trata a audiência como um canal de negociação, mas sim como um espaço para a sociedade civil falar sobre os impactos das tarifas. Nesta audiência, entidades brasileiras vão argumentar que as tarifas vão prejudicar os negócios no Brasil, além de provocar o aumento dos preços e para os consumidores estadunidenses, o que pode reduzir investimentos e causar desempregos.

A investigação do USTR foi a responsável pela sugestão de aplicação de novas tarifas de 25% sobre as mercadorias brasileiras, além de uma proposta de sobretaxa de 12,5%, sobre a alegação de falta de ações suficientes do Brasil contra o trabalho forçado. Assim, o órgão do governo dos EUA propôs a aplicação de 37,5% em tarifas.

Flávio Bolsonaro irá participar da audiência após apresentar um documento de 86 páginas, onde pede a suspensão das tarifas e a exclusão do PIX da disputa comercial. Ele também propôs a abertura de uma negociação bilateral entre Brasil e Estados Unidos.

No documento, o senador apontou que a tarifa pode fortalecer o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que sanções individuais são mais eficazes contra as autoridades brasileiras.

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