Política

Governo não descarta telefonema de Lula a Trump, mas temem tratamento desrespeitoso

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Tratamento dado pelo governo americano alimenta desconfiança do Brasil  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram - Ricardo Stuckert - PR
Redação

por Redação

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Publicado em 29/07/2025, às 17h39



Ainda existe a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonar para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas a decisão ainda não foi tomada.

Segundo auxiliares do Palácio do Planalto, Lula só tomaria uma iniciativa nesse sentido após esgotadas todas as possibilidades de negociação para que as exportações do Brasil sejam poupadas do tarifaço de 50% que entrará em vigor nesta sexta-feira (1º). A informação é do jornal O Globo.

O tratamento dado pelo governo americano desde que Trump assumiu, em janeiro deste ano, conta como fator que desestimula um contato entre os dois presidentes. Em novembro de 2024, Lula enviou uma carta a Washington, parabenizando o mandatário pela vitória na eleição. O chanceler Mauro Vieira felicitou o secretário de Estado, Marco Rubio, pela aprovação de seu nome no Senado. Em ambos os casos, não houve resposta.

Existe o temor de que Lula seja tratado de forma desrespeitosa, afirmam integrantes do governo brasileiro. Trump humilhou líderes de outros países em audiências transmitidas ao vivo, como os presidentes da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

O ministro das Relações Exteriores se encontra em Nova York, aguardando um contato de autoridades americanas para uma conversa de alto nível em Washington. Mauro Vieira participou de uma reunião da ONU sobre a situação na Palestina e retorna na tarde desta terça-feira a Brasília.

Diferentemente do que ocorre com outros países que são alvos do "tarifaço" dos EUA, no caso do Brasil, Trump citou como motivo da taxação o processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe. 

A hipótese de incluir uma discussão sobre ação, em análise pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nas negociações, é rechaçada pelo Brasil. O tratamento dado pelo Judiciário brasileiro a Bolsonaro não está em discussão, afirmam interlocutores a par do assunto.

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